Coração bate, TUM-TUM. E cada palavra que disse ou deixei(pois você adivinhou), entrou em você pegou algo, e amarrou em mim, aquele amor que eu não correspondia, aquele amor que hoje é concreto, lúcido(difícil ser assim) e devaneado.
Todo mundo fala de emoção como se fosse um blues bem tocado, um jazz bem improvisado, um amor bem vivido, uma história bem contada. Emoção é sentir o que nunca sentiu, fazer o que nunca fez, perder a vergonha quando mais se precisa dela, cantar como nunca cantou, talvez um musical inteiro, escrever sem a vergonha de jogar os sentimentos pra cima, ser sutilmente direto, isso é emoção. É olhar pra você, olhar ao redor, ver areia, pra cima estrelas e uma nuvem sem vergonha que esconde a lua de nós, o céu está lindo, não tanto quanto o nosso amor.
Te escrevo uma canção, apago e esqueço, e sempre estou com lágrimas nos olhos quando vejo que o seu sorriso era tudo que eu precisava, sempre, e nunca ví estar tão próximo. Cada historinha de amor que tive, e você lá, no meio de tudo, disposta a ser a outra, ser amada, amante, amiga, tudo que eu precisasse, nada que escreva aqui te convencerá do meu amor, de amigo e namorado. Só por que você é a única que pensei em casar. Isso tudo carregado de emoção.
Hoje acordo e a primeira coisa que me vem na cabeça é ligar pra você, te ver, te beijar, ser o que sou, matar o que fui, em seus braços, cheio de lágrimas pedindo perdão a cada "eu te amo" dito, perdão por ter te destratado, por não ter percebido o seu amor quando falava de outras, só penso em te fazer feliz, em me dobrar e colocar-me em seu bolso, e dormir veraneios inteiros, só pra estar perto de você em cada viajem, em cada estadia, nos momentos ruins e bons. De uma maneira resumida é assim o meu amor, bruto, e carregado de emoção.
Felipe Sousa Cerqueira.