sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sincero adeus!

Odeio! Odeio! Odeio as brigas que acabam como despedidas formais. Um "adeus e morra!" é melhor do que o "adeus e passe bem!". Adoro a sinceridade, por isso afirmo isso, até porque quando a gente ama, e acaba-se uma relação duradoura, não existe esse amor, afirmo, e brigo com quem for para defender essa tese, que não existe esse amor, por mais puro e inocente que seja, que não deseje o arrependimento do outro, já que afirmo isso digamos depois do fim: Adeus, se arrependa e volte aos meus braços pois eu te amo!
Esse é o verdadeiro amor.

Felipe Sousa Cerqueira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Amigo canastrão

E as minhas amigas que odeiam o meu amor? A curiosidade é inimiga da amizade, quando não se participa nada cem por cento a um amigo, este, passa a ser contra aquilo, diz que não presta que está te prejudicando, ou seja, um sujeito não pode viver a sua vida sozinho, com as pretendentes que lhe convém, isso faz mal a saúde. Quem disse? O ministério da amizade canastrona? Um dedo médio para todos vocês amigos e amigas que vão contra a cautela de quem quer ser feliz. Um dedo médio para vocês que tem que estar participando da vida alheia. Um dedo médio bem na fuça de vocês. A canalhicie vem de cada bom dia e cada abraço que vocês dão, recheados da falsidade mundana, continuem se impanturrando desse recheio, mas tenham dó dos que querem ser felizes, vocês sempre vão saber no final mesmo. Continuo com o meu dedo médio erguido a vocês. E um foda-se aos intrometidos.
Felipe Sousa Cerqueira

Histórias de Palavrão

A primeira:
Na escola, a professora chama a atenção do aluno levado. E ele:
-Vá se foder!
Imediatamente, a professora encaminha o aluno, que passou de levado à "osado", à direção da escola.
Depois de muita balela e blá blá blá, vinda da boca da diretora do instituto de ensino. O garoto, ainda "osado" balbucia:
- Isso tudo é LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Aquilo foi um choque para a senhora diretora, que tinha até lutado na ditadura por isso, e agora se via tirana dentro de uma instituição claramente menor, e com menos importância - achou ela - que o Brasil.
Chamou os pais do menino, e deu-lhe três dias de suspensão. E o tal, levado, "osado'', evoluiu mais umas vez a categoria, passou a ser um anjo, depois que o papai conversou com ele, a sós. Depois da pena, da diretora e do pai, o garoto entrava na sala atrasado, quando isso acontecia, dizendo:
- Bom dia professora, posso entrar?
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Tá bom, de onde veio a "porra"?
"Porra" surgiu da precocidade sexual.

Nos primórdios da baixaria em série, quando inventou-se o palavrão, não no tempo da vovó, palavrão naquela época era "comunista", "civil" essas coisas, estou falando de depois da woodstock, por que nesse tempo não havia nada precoce, o povo tinha medo até de neném usar chupeta. Enfim, depois do primeiro microchip(o culpado), os jovens passaram a gostar mais de ficar em casa, na frente de máquinas onde dava para interagir com tudo, desde realidades paralelas até a mamãe vir e confiscar aquilo tudo, isso foi um choque para o mercado de bonecas infláveis, cerveja, e outras coisas de homem. Certo dia um pai entra em casa revoltado:

- Arrume uma mulher! Levanta da frente desse video-game e vá atrás de uma fêmea! E só volte aqui depois que saber o que é uma genitália feminina(era o medo de dizer vagina, ou boceta, ou xoxóta- o meu preferido).

Pegou o garoto pela orelha e o colocou pra fora de casa. O rapaz, sem entender direito tudo aquilo, que só havia visto na aula de anatomia, precisava dar um geito na situação por que precisava voltar à realidade virtual. Recorreu a um amigo não menos ''inteligente'' que ele:

-Ouvi meu pai dizer certa vez sobre uma casa onde paga-se por mulheres, é tudo bem limpinho segundo ele, e livre de doenças.

-Leve-me até lá, preciso acabar com o "chefão" do Legend of Zelda, tô no ultimo.

O amigo fez o seu papel, perguntou ao irmão mais velho sobre o assunto e descobriu fácil o endereço da tal residência, foram a pé, com algumas economias, afim da missão de conhecer uma mulher.

Foram bem tratados quando se soube da "primeira vez" do garoto, as meninas(esse nome é por educação) ficaram eufóricas. A dona do bordel chamou uma de suas garotas, a com o rosto mais angelical e dotada do corpo mais formoso, fez uma promoção ao garoto, o amigo não estava interessado porque tinha levado o seu game-boy e estava intertido.

No quarto, o garoto só queria ir embora, nervoso, suava frio, e tremia, a menina fazia de tudo para animá-lo, e ao seu companheiro de virilidade, e quando o milagre da ereção aconteceu, foi seguido por outro milagre, o da ejaculação, e o garoto, como por um toque da sua mente fértil soltou uma palavra que nunca tinha escultado antes:

-Porra!

E as mulheres passaram a usar esse vocábulo no bordel. Agradeça a tecnologia por esse palavrão. "Porra" o esperma que ficou famoso.

P.S: Atenção, essas histórias não são de caráter verídico, qualquer semelhança com livros de história ou resenhas de amigos, é mera conhecidência.

Felipe Sousa Cerqueira.

Dito subentendido

É chato falar de amor, eu sei! Por isso só vou citar essa palavra em apenas um momento do texto - que já aconteceu.
Meu benzinho, tentar resistir a isso é loucura, quase um suicídio. Para todas as músicas que ouvir, as dramáticas que machucam o ego, ou até as do tipo "foda-se" que o levantam, existe um paralelo, aquele que citei no inicio do texto, é isso que é dito pra você todos os dias, em cada olhar, em cada exeção à regra, em cada beijo, ou verso cantado, tocado, pensado...
O dito esquecimento, que tentou-se anteriormente, não pode acontecer. Não consegue acontecer. Por que em cada palavra posta aqui, existe um toque seu, em cada música daquelas citadas, existe o tom da sua voz, um veludo feminino, amansa cavalo! Os olhares lúdicos são os melhores, os trezentos beijos, divãs da alma, o silêncio que você odeia, com medo de ser tocada por aquilo que não pode ser citado. O seu cheiro, de manhã menina daquelas que só existem na infância, é de tudo isso que não consigo fugir.
Mas se tudo que eu escrevo é sobre você, eu não posso citar o que é de fato, por que criei uma regra no início, a da cautela, da calma, de tudo que é dito, medido sob o meu dicionário, tudo tem aquilo que não pode ser citado, tudo tem você, que é a exeção da minha regra.
Felipe Sousa Cerqueira

sábado, 9 de outubro de 2010

Fora de ordem

O que fizemos com as chaves de casa? O que fizemos com o carro da mamãe, do papai? O que fizemos com o imposto de renda, com os cabelos brancos do vovô? O que vamos fazer no final de semana, sozinhos? O que fizemos com as tardes enamoradas? E com os namorados e namoradas? O que fizemos da nossa casa, perdendo as chaves, sujando o carro da mamãe, do papai, queimando as contas do imposto de renda, isolados num final de semana, sem tardes, sem namoradas? O que fizemos com o país, sem educação? Sem o respeito mútuo? Sem a porra da polícia? Sem homens de verdade, que governem, que suem pelo mundo, pelas matas. O que faremos com o futuro do país? Faremos mais casas de recuperação de drogas? E quem banca? O vovô? Mas ele não usa drogas. Os traficantes? Mas eles estão em algum lugar em Miami, com suas manções e carros importados. O que vamos fazer com a energia nuclear? E com o petróleo? E com o sistema de transporte ferroviário do país? Meu Deus! O que foi que eu fiz com o mundo! O que foi que eu fiz pra mim mesmo, e pra minha mulher! As coisas estão mesmo fora de ordem.

Felipe Sousa Cerqueira.

AME!

Ame as coisas como são. Doces ou salgadas. Azedas ou amargas. Tristes ou felizes. Sadías ou malévolas. Astrais ou mundanas. Simples ou difíceis.
Ame as coisas pelo seu caráter dominador - pelo geito que elas nos impõe uma atividade indesejada. AME! Acima de tudo, as coisas que trazem até você um amor, ou um amigo. O destino, essa coisa. Ame o dicionário que você despresa entre tantos livros mais chatos, que aquelas coisas te obrigam a ler. Ame o sujo, o limpo, o lindo, o feio. Ame tudo que for coisa. Ame a Bíblia que o homem escreveu para explicar o inesplicável. Ame o sábio que te xinga, ame o tolo que te consola. Ame o burro do seu amigo que te faz lavagem cerebral. Ame o lícito e o ilícito(ame com educação). Ame o seu geito, que foge do seu controle, que te aborrece quando apaixona, ame o mundo tal como ele é. Perfeito e imperfeito.

Felipe Sousa Cerqueira.