sexta-feira, 23 de julho de 2010

Prólogo de Fim de Semana I

Acendam algum fogo no pacífico.
Todo mundo, afinal, precisa de alguém.
Entende-se roupa como suvenir.
Nessecita-se de luxo.
Sensação de bem estar.
Toda modelo é magra.
Ninguem sai bonito em foto 3x4.
Como se faz um quebra cabeça?
E como é você sem mim?
As vezes falta alguma coisa.
Na cozinha se enche a barriga.
Te vejo, amanhã, num restaurante

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Alguém precisa ajudar o Pacífico!
Todo mundo, afinal, tem um fogo!
Nessecita-se de roupas!
Luxo? É um suvenir!
Bem estar é ser magra?
Modelo sensação?
Eu sou feio? E você?
Monte um quebra-cabeças com fotos 3x4!
Você sente a minha falta?
Com você alguma coisa muda!
Amanhã eu vou na cozinha!
E encher a barriga num restaurante!

Felipe Sousa Cerqueira.

Amor e esquizofrenia

Andava por aí, numa rua dessas com a iluminação nem caos, nem olofote. Pensando, em bobagens como paixões do passado que vem à cabeça de repente, as vezes causam tanta vertigem que dá sono. Então o som dos passos se mutiplicam como em um concerto de pés aflitos. Olhou para traz. Nada. "Que coisa tola, me pareci esquizofrênico agora" pensou.
Voltando aos pensamentos, planejou meticulosamente os planos de felicidade com aquela mulher. Ou seria menina. Olhou para traz. Mais uma vez o deserto da rua era o único companheiro. Acabou por escolher entre seus planos, os das lembranças, tinha que analisar o passado, para não cometer os mesmos erros("que coisa clichê", disse um pensamento cortante).
Voltou no dia em que a conheceu, ele era idiota mas, extrovertido e irreverente(isso mudou depois do priemeiro beijo entre eles), então ser tão extrovertido não funcionava mais, por que causava certo desconforto. Olhou para traz, só conseguia ver no muro de uma casa, como um telão as cenas das declarações afoitas e subjetivas, que não deram certo! Voltou a pensar em sua felicidade ultima, que ela trazia de volta, o amor(de que fugia ainda) mas também a certeza do sucesso da relação, só precisava de tempo, e conhece-la mais a fio.
Quantos pensamentos da esquina para casa, e quanta mania de perseguição, esquizofrenia. Mas nunca era nada, talvez só as lembranças confortantes que trouxeram de volta o seu amor(aos poucos). Ou talvez todos sejamos um pouco esquizofrênicos quando se trata de amor e lembranças.
Nunca é um nada. Sempre é tudo.

Felipe Sousa Cerqueira.

Arrependido

O arrependimento por escrever algo ruim matuta a minha cabeça de uma maneira tão intrigante e insuportável que nem sei onde vou parar em sonho e na presença dos amigos. Deixe-me falar de amor(de novo), mas dessa vez até chegar ao meu arrependimento.
A minha verdade é que, com tanta coisa para escrever, tantos temas legais, me limito a só um, o amor. Pessoalmente quando me refiro a esse tema chego a ser impertinente. É a minha falsidade diária, fugir de uma coisa que me vem puxando pela nuca desde a ultima vez que admiti. Quando se está em sonho, devaneio, ou seja lá como queira se referir, tudo fica tão mais sublime e inédito que "parece até um filme". quantas pessoas já não se perguntaram isso?
E estou arrependido por fugir e por condenar os meus poemas.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Fim de Tarde

Naquele fim de tarde,
sem timidez, chovia! O vento em minha pele arde,
como o calor da ultima vez jazia.

Avistei-te, a me esperar,
e, num instante senti, amar.
Entrei! Os devaneios foram ficando,
quem diria que estou amando.

Lá mantive-me torto,
o meu olhar quase morto
nem tentava te espiar.

E fui eu quem subiu ao céu,
aproximei de te encontrar,
e ainda tenho medo, de olhar, no teu olhar.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 18 de julho de 2010

Maçã

"A maçã". Sabe, o propósito da música do nosso Raul Seixas foi outro menos absurdo do que esse aqui:
-Tive um devaneio agora pouco, conversei(com quem?), parei, e refleti, e então veio: Maçã! É isso, o que me faltava era escrever, a maçã.
Que não seja uma dessas personagens que só me trazem problemas.
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Maçã.

Um dia eu vou te dizer o que eu sinto, quando eu sentir, e quando esse dia chegar, você será dois tipos de mulher, duas bandas da maçã, uma que está satisfeita com o que fez, involuntariamente. Transformou água em vinho, o descrente em crente, o cego em vigia, o homem em animal. Enfim, o crespo em puro. Falemos do outro lado! O lado cego, o lado que regeita, a mulher! Aliás, aquelas que sempre dizem as mesmas coisas, sobre a falta de reciprocidade pelos sentimentos alheios.
Por um lado, isso tudo, se acontecer, será bom, não analizemos as mulheres com seus defeitos, ou qualidades individuais, analizemos elas por serem, por si só, um todo.
Uma maçã.

Felipe Sousa Cerqueira.

Shh(!)

Há um homem.
-Shh!
Não, um menino, por traz de uma máquina.
-Shh!
Não, droga, é um homem mesmo, aliás, uma máquina robusta, anti-sentimento.
-Shh! Você é insensível!
Que garoto tolo esse homem-máquina-robusta, não consegue escrever nada com sentido, se não haver uma musa inspiradora.
-Shh! Agora você é um galinha.
Merda!
Do inicio então.
Te amo meu amor!
-Shh! Assim você vai assusta-la. Tente ser você!
Não dá!
-!
Talvez o mundo seja uma grande exclamação, com todas as discursões, políticas ou não, ambientais ou não(tá na moda). E o "cale-se!"? Onde foi parar?
-Shh! Tá por aí usando uma roupa colorida animando as pessoas, seu bobo.
É, isso! Aham! Talvez em tudo que eu olhe tenha a minha ignorancia poética, para ser analizado como uma exclamação!
-Shh! Agora você está sendo confuso, tá bêbado?
Dessa vez não!
Não me faça fugir do assunto. Aliás, que assunto? Hoje eu tenho uma musa? Ahh! Tenho sim! Aquela, a qual chamei fruta madura!
-Shh! Não se entregue.
Tudo isso foi uma tentativa de escrever um texto? Só para agradar? Meu Deus! Talvez o mundo não seja mais uma exclamação, talvez seja um grande...
-Shh!...

Felipe Sousa Cerqueira.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Confissão

-Como pôde fazer isso comigo?! Por que ela? Eu não entendo!
Enquanto ela reclamava, com a voz aguda e trêmula da separação(um mês). Ele a observava com olhar de medida, com uma alto estima assustadoramente superior, que esmagava qualquer sentimento, ela já não o conhecia, ou ao menos não queria acreditar em tal. Ele era mais forte, ou, pelo menos havia se tornado. E num suspiro disse com tamanha frieza que congelou qualquer possibilidade de não haver ciumes da parte dela:
-Eu simplesmente fiz, deu vontade, e não foi por más intenções. Você não me esqueceu?
Essa era sua grande dúvida, era tudo que queria saber. O que tinha de objetivo, ela tinha de mistério.
-Só pergunto por perguntar, eu só não entendi por que ela, assim do nada?
Havia nela agora uma ar de superioridade, de querer vencer a discurção.
-Foi por falta do que fazer, ela é bonita, eu resolvi escrever, a situação foi engraçada.
"Ela é bonita..." houve uma pausa. No fim, as intenções dele eram de conseguir uma prova, se não fosse por palavras, que fosse por ciúmes. Estava conseguindo!
-As minha amigas...-por que as mulheres apelam para as amigas?!- dizem que ela é feia...
-Mas foi a única que apoiou as minhas opiniões, eu tinha que agradecer.
-Agora é você diz que foi por agradecimento? Ela não é bonita?-olha o ciúme mulher- Eu quero uma explicação lógica, porque você escreveu para ela?
-Tá bom! Precisava de uma inspiração, a vi! E pronto, aconteceu! Listras! Foi isso, saiu bom o texto não?
-Não sei! Não foi para mim!
-Você está com ciúmes, amorzinho?
-Não me chame assim, você sabe que não gosto - fez questão de ressaltar o pronome, assim como ele fez questão do adjetivo - e eu não estou com ciúmes.
Acabava de se entregar pelo olhar, que ela já conhecia fazia um ano, um olhar que pede carinho, que pede colo e ombro.
-Sabe, eu vou embora!
Levantou-se e saiu, e ela ficou, a mercê de qualquer sentimento insolente que viesse afligir. Exitou em olhar para traz, e lembrou de quando quis voltar para fazer um cena de filme com sua amada, mas aquele era o fim, confinado, pelo ciúme, a confissão, que havia conseguido com sua mente de apaixonado racional.

Felipe Sousa Cerqueira.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um Flash.

Que esse flash seja eterno,
cegue corações de multidões.
Minha amizade, que vem do leito materno,
por ti, luz que cega, pendura corações e emoções.

Tenho a uma amiga,
que não tenho em todo caso.
A proximidade com a distância castiga,
e da minha ansiedade surge o acaso.

Que teus olhos, reflitam sempre às lentes,
dos flashes que te cegam, corações e emoções.
Teu sorriso, desenha em maçãs de vermelho quente,
a avidez de tornados e furacões.

Que eu te tenha como amiga, para sempre
mesmo que seja dependendo do acaso.
Que meus olhos, reflitam em suas lentes,
os meus medos, futuros, e pecados.

E seja, dito por tamanha castidade,
que no meu peito ressalta um reflexo tardio,
esse acaso, em todos os casos, se torne amizade,
e encha o meu peito vazio.

Fico agradecido por ter encontrado,
flashs, consolos, palavras bonitas - sinceridade.
Espero um dia, que fique em fotografia, eternizado,
um flash, que brilha, da nossa amizade.

À Kathele Santos.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 11 de julho de 2010

Saudade Ávida

A saudade é escura como seus olhos,
tem sinal de falha, abreviação e desventura.
Olhos, esses negros, que,
quando me olham, me levam à loucura.
Saudade ávida que tem tudo que quer,
tem a mim, e a ti, teus olhos, meu medo.
Tenho tudo que quero, tenho você,
saudade perjurada em segredo.
Ter em mente, olhos, boca e nariz,
sinais esquerdos. Pedir para beijar.
Ah! Declarações de amor não fiz,
mas juras secretas tive, no sonho secreto de amar.
Não importa quando, nem onde,
vou te encontrar, sem ansiedade.
Aqui, ali ou em qualquer lugar,
onde eu possa me ter em você, com saudade.
Felipe Sousa Cerqueira.

Eterna Criança

Devaneios infantis, foi o que sempre esteve em minhas mãos, infantis. Era o que todas diziam, a primeira, a segunda, a terceira, e as inúmeras mulheres. Eu sou uma criança.
Na verdade, disso nunca fugi. Quer dizer, no início achava um problemão, mas, depois descobri que estava no meu destino. Não estou falando de ser uma criança para sempre, mas de divertir e dar luz aos ambientes, é o que essas fazem - é o que vocês buscam neste blog.

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Sabe que tenho uma sede de te fazer feliz. Uma sede de você, de te ver, a qualquer hora. Incrível!
Devaneios que reprimi, e que agora, surgem a qualquer hora do dia, sem que precise mostrar, me basta um sorriso bobo, um olhar afável, um aperto de mão com boas intenções, isso hoje é meu devaneio infantil, é o que traz você ao meu mundo, o que tirou muitas mulheres, traz, agora, a mais incrível de todas. Só de te ter em meus pensamentos, trazendo sorrisos, olhares e gestos, é o que me cura. Sou sua eterna criança.


Felipe Sousa Cerqueira.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fruta Madura II (Clímax)

Quando senti aquilo, tive uma ânsia de correr gritando, até que me levassem ao manicômio, só para poder guardar o segredo das flores. Morreria comigo, e ninguém iria saber, que aquela pele borrifava a maior dádiva do mundo. "Fruta madura!", disse comigo mesmo. A vertigem veio de intrusa, concordou em limpar a 'desesperança', e senti mais borrifos, meu Deus, ainda sonho. Sonhei, estive no meu clímax sentimental, então desci, num pulo de herói. Caí! Tapete colorido. Aquilo era mais que um cheiro, ou uma dança, ou um simples clímax sentimental. Era algo que me dizia pra seguir -subir, e cair, até que na ultima queda, trouxesse não só a lembrança, mas a fonte do cheiro. A pele. A fruta madura. ELA.

Felipe Sousa Cerqueira.

Fruta Madura

Num abraço, tive conforto,
num beijo fui ao céu.
Àquela voz decolei como gafanhoto,
Desci à tua pele, encontrei mel.

Abraço macio, maçã
beijo que ganhei, hortelã.
Voz encantadora, romã
cheiro da pele, avelã.

E nesse olhar, cor de jabuticaba
tive vertigem, e na sacada,
vi que era rei.

E céu e mar, num só se fez.
Ah negros olhos! Encontrei minha cura.
Como te disse meu bem, tu és fruta madura.

Felipe Sousa Cerqueira

Sagradas Noites

A noite é uma dádiva, um periodo onde acontecem os rituais mais sagrados, as coisas mais sagradas, e até impossíveis. Mas hoje falamos só do impossível. É assim que começa essa chave(não chamo de texto), que abriu minha cabeça e tirou de lá a esperança, trouxe-a para respirar, quarar. Terminemos esse blá-blá e vamos direto ao assunto.
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Naquela noite, comecei como todas as noites, sem muita esperança de que terminasse bem. Anteriormente tudo estava muito normal, a rotina, o contentamento com o pouco, mas, como diz aquela frase clichê: "Há sempre uma luz no fim do túnel". E nunca iria imaginar que essa luz viria de uma lanterna quase que apagada.
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Lá estava ela, metida em si, mas não metida como todos os metidos ficam, mesquinhos e falsos, mas de uma maneira que o mistério se torna charme. Aquele charme me doía desde que nos conhecemos, "mas ja tive a minha chance! esqueça!", pensei. Depois de uma queda pelo passado, tive uma reação inesperada, chamei-a para dançar. E dancei. Fui até timido quanto aos meus sentimentos. Há um pior que me ajudou.
Me abri, disse o que tinha pra dizer, que estava engasgado, dançando, havia orgulho ainda, e cautela, vivi dizendo: "o amor não existe". E! Ali estava o cético, sendo surpreendido pelo impulso dominante que foi, vendo aquela mulher, tentar de novo.
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Quem fui? Em que acredito? Me pergunto isso hoje, por que a dias atras fingia ser feliz para agradar os meus amigos, e funcionava, hoje posso passar uma felicidade, sincera e barata, por que sei, ela existe! E a felicidade tambem! Só de existir! Fico pensando, aqui metido, daquele geito misterioso, so assim ela me faz e me fez feliz. O 'nunca' pode ser uma palavra ilógica, se a desejarmos, mas eu posso dizer convicto, que NUNCA tinha me acontecido, por mais amores, e por mais mulheres, NUNCA estive satisfeito em imaginar alguém perfeito, e esse alguém realmente ser real, só de imaginar. O pior, existiu uma reciprocidade ainda mais inacreditável, que me deixava cada vez mais boquiaberto, e menos cético. Mudei: "Talvez o amor exista". Ou então aquilo tudo foi capricho do destino. Tenho uma estranha certeza de que não foi.
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Estava-mos ali, de algum modo, juntos. Íntimos e ao mesmo tempo, tímidos. Íntimos em conversas absurdas sobre o esclarecimento do presente, em relação a nossa "amadurescência".
Tímidos pelos carinhos indiretos, apertos de mão durante a dança, uma 'tara' tão infantil que me trouxe uma Felicidade inacreditável(estranho também). E fui inocente, ali, com ela me afagando, me tendo de uma maneira, não pude resistir. Tudo se esclareceu. A luz clichê do fim do túnel.
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Aproveitem as noites! Sagradas noites!

Felipe Sousa Cerqueira.