quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sorrisos e Olhares ou Olhares e Sorrisos?

Do sorriso a lembrança das tardes,
dessas que a gente sonha acordado.
De quando a felicidade toca a varanda,
e o frio traz nosso agasalho.

Do olhar mais sincero,
de olhar um doce mistério.
sonho até acordar-me,
com um beijo libertar-lhe.

Desse sonho mais profundo,
a beleza do seu mundo.
E na triste solidão.

Saber de cor a canção,
que soletra as verdades,
de sorrisos ou olhares.

Felipe Sousa Cerqueira.

À música

Ah! Um Blues carregado! É tudo que quero e tudo que sinto. Não esquecer de noites quentes, de dias frios, e finais de dias sem fim. Havia um quadro na parede, uma bela... Aliás uma bela não, uma música. Isso, uma música, que não tem nada mais completo e perfeito nesse mundo do que ela, a música. E essa música sorria pro meu violão de uma forma perturbadora. Havia no quadro dá música uma harmonia brilhante de se olhar, de se perder, de se querer bem, de querer o mal de existir, de querer chegar, partir sem dizer adeus e olhar sempre pra trás- era assim o quadro que vi na parede de "estar-se preso" como disse o poeta um dia. A poesia desta era de métrica romântica, lembrando-me um devaneio, levando-me. Cada linha que olhava era da cor do mogno dos olhos. Cada olhar um labirinto a se perder. A feição das maçãs do rosto estavam como presentes em algum banquete romano. O sorriso, perdido pela arte burra de Da Vinci, estava como a minha timidez sereno, sincero, bruto, seco e doce como um fruto proibido. Cantando, chamando. E lesado de espirito acordei, e passei a cantar à Música.

Felipe Sousa Cerqueira.

sábado, 4 de junho de 2011

Ideia.

Imaginem a ideia central usada para fazer um filme, ou um best-seller. Imagine se usassem a ideia que antecede a primeira para fazer outra obra, e então dessa obra usassem o pensamento anterior, e assim por diante. Teríamos a ideia suprema, a mais pura e brilhante, que liga todas as outras, a ideia do amor.

Felipe Sousa Cequeira.