segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lira da noite

Postas ao redor estão estrelas,
partidas em igual confusão à atenção da lua.
No campo está a relva, o mato, os grilos,
tudo é selva. Calma é escuridão nua.

Em cadeiras de varandas alheias,
amigas ou não, sobrepostas à solidão.
O silencio enviado por bocas tagarelas,
congelado por olhares amigos. São elas.

Noites de um carnaval só, de estrelas ou não,
de Joões festivos, de natais solitários.
Elas são as mesmas do trabalho,
esse que vos escrevo, ou não.

Como qualquer uma delas inspira um sonho,
madrugada a dentro, o repente acontece escrevendo.
Resgatando aquela noite só, limpa, cheia de sentimento,
é escuridão única, esse momento que te escrevo.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Azul!

Tem gente que grita uma vida inteira,
para uma única vez chorar.
Está consumado a essa coisa verdadeira,
que vem como uma onda para curar.

Está chorando, rindo, lamentando,
de tudo um pouco é sonhando.
Quando não está partindo,
está tocando.

Felipe Sousa Cerqueira.