terça-feira, 31 de agosto de 2010

31 de Agosto

31 de agosto...

O dia 31 para mim é uma data muito especial. Mas, o 31 de agosto tem algo mais de especial.
A quinze anos atras, nascia uma princesinha, que viria a ser, futuramente, a pessoinha que adotei como mulher da minha vida. Aliás, dizer esse que sempre foi abafado pelo meu orgulho masculino. Enfim, que esse texto se torne algo bom aos seus olhos, pois, foi feito especialmente para você.
Não pude ser eu mesmo, durante o tempo final da relação, por que eu queria que você criasse aversão a mim. Pude, nessa época, ser só rude e mesquinho em relação aos nossos sentimentos, aos seus principalmente. Porem, essa fase de arrogancia só me lembrou o quanto o meu apreço por você é grande, por isso te poupei das minhas visitas e de atender as suas ligações.
Tive que começar esse texto me explicando e falando de coisas ruins para chegar, enfim, ao estribilho final, e mais bonito. O que foi mais lindo. De mim para você.
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Tudo era musica. Aliás, no primeiro beijo era dia 31(ainda lembro da minha reação após esse), os nossos meses se faziam no dia 31, tão sonhado para mim foi esse dia 31, em que faltei a solenidade da sua felicidade. É dificil escrever sobre isso, o ano ao seu lado se passa sem ordem cronológica na cabeça, e ainda é bloqueado pelo tempo sem você. Quando vivia em casa, estava ouvindo as musicas que tocava para você, a fim de criar uma nova versão ou até compor algo - "esse tempo fez alegria..."- a musica te trazia até aqui, a distância era nada comparada ao tamanho do nosso amor. E todo casal, sempre, tem problemas, o meu estresse era evidente diante de algumas reações e comentários seus, mas depois do fim, eu aprendi tudo que você me ensinou, e queria, aprendi que os momentos felizes valem mais do que os que somos tristes. E aprendi, principalmente, que "tudo que é bom dura tempo bastante para se tornar inesquecível", você vivia me dizendo isso.
Chorei e ri, e do seu lado tudo eram flores, eu esquecia até de brigar, e reivindicar os meus direitos de namorado, por que tudo em mim só pedia você, os apelidos eram os melhores, eu não precisarei cita-los por que você sabe. Tudo que queria eram os sonhos que sonhavamos juntos, e que viviamos intensamente um sentimento, o qual, hoje, não se crê mais.
Toda história, como a nossa, quando acaba sempre é triste, mas, se ao menos ela acabasse por inteiro, se não sobrasse nada disso tudo, ai sim, acabaria, mas não, não acaba, nunca acaba. E o eterno? Nada é eterno? Nada é para sempre? O que é o nada?(pergunte para aquele cético que vive dizendo) Nada é eterno por que nunca se tentou ser um nada, para que, nunca nos esqueçamos de nós mesmos, e dos nossos amores da juventude.
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Esse texto é egoista por que só eu, e você que vamos entende-lo.
Feliz Aniversário.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 29 de agosto de 2010

Frases do Quadro

Escreva mais e pague menos para ter o que comer.
Seja você por mais de um dia.
Escreva sua vida no seu jeans.
A felicidade é um quadro branco rente ao louco.
Em alguns instantes será feliz...
Felipe Sousa Cerqueira.
P.S - Simplesmente acordei e li isso no quadro branco que fica na minha sala.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pensamentos

Naquele dia, os dois haviam conversado parcialmente, ele não disse tudo que tinha a dizer, e ela não ouvia tudo o que queria ouvir, ou talvez nada. Quando chegou em casa, o rapaz, num instante sozinho, sentiu a cabeça ferver com os pensamentos antigos que traziam o nome dela. Talvez aquilo fosse irremediavel. Levantou, fez o pouco da barba que restava(pensando nela), lavou os pratos, tudo à distração cobrir-lhe aquilo tudo. Sentou no sofá, inquieto, pegou um livro, abriu, não conseguiu ler mais de dois parágrafos, os pensamentos ávidos vinham como fios de memórias e juras na sua mente, até ali - julgava - insana.
Saiu do sofá decidido a ir vê-la, sem ao menos avisar, era a primeira vez que fazia isso, uma visita surpresa! Entrou no chuveiro, usou o seu cheiro, pegou o filme dela que estava em sua mão, e então seguiu. Lá, tocou a sirene, esperou não mais que cinco minutos(que para ele pareciam mais de vinte), a impaciencia romantica começou a entrar nos seus pensamentos, que até ali só falavam dela. Sentiu o chamuscar da vontade apagar aos pés da espera, e voltou para casa, sem pensar em mais nada, e, com o filme na mão.

Felipe Sousa Cerqueira

O convite

Aquele rapaz alto e robusto já não era mais o mesmo. Sempre que algo o aflingia desistia de tudo, se trancava no quarto e devorava livros, até que o sono, silencioso, o tomasse por completo. Esperava o sono, tal como alguem que esperava a morte.
Em uma tarde, cinzenta e úmida, abriu a correspondencia, e viu, o brilho da sua agonia passava a ser material. Era algo brilhoso que levava o nome da sua mãe, o seu fora subescrito apenas como sobre nome. A principio era evidente a sua curiosidade para ver o interior do envelope. Abriu. Leu tudo o que achava clichê. Mas, aquilo era bonito, sentou-se no canto da sala, ao mesmo tempo em que abria a outra face do cartão, e então viu, a frase que sempre dizia a ELA. Ficou atônito, o seu extase durou um minuto e meio, o que depois virou mais desgosto.
Fechou o convite com cuidado, como se pegasse as mãos da amada, e o pôs, com o mesmo cuidado, em cima da mesa. Entrou no quarto, deitou na cama, pegou um livro e colocou-se, aflito, a espera do sono.
Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 22 de agosto de 2010

À os que querem se apaixonar.

Queria ser um aviãozinho de papel,
vagar por esses ares como um sonhador.
Trazer para você todo o azul do céu,
me desdobrar em suas mãos com coisas de amor.
Levar até ai, cada passo que foi meu,
ser de estrela à soldadinho de chumbo.
Lavar as tuas mãos, me perder em cabelos teus,
brincar de ciranda e girar meu mundo.
Queria, levar-lhe toda alegria.
Ser, no mundo, o teu guia.
Cantar canções dos que ja se foram.
Matar, na minha pele, seus pensamentos que voam.
Ser, perfeição, até que eu grite.
Mas, eu nem sei se você existe.
Felipe Sousa Cerqueira.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Anjo!

Lhe venero como a um anjo, sem medo de suplicar,
só trago em mim, a timidez, do medo de errar.
Fui errante, mas tenho que te trazer para mim,
a minha súplica, se transforma no desejo do sim.

Aos seus olhos anjelicais, que luzem os meus dias de observações,
cruzo-os com os meus, num ato meticuloso.
Sou teu no seu olhar, anjo de alva cor,
eu te suplico a luzir o meu dia com fervor.

Felipe Sousa Cerqueira.

Paredes

Como duas paredes, paralelas, sem noção do risco, e do piso que separam-nas, estamos- paralelos um ao outro. A parede do meu eu perde a magnitude do chão e dos obstáculos que nos separam, sempre que nossos olhares se cruzam, tendo estado em um repouso alheio a outros.
A parede você(a mais linda de todas) se engana ao tentar perceber qualquer sinal de atenção, mas quando nossos olhares se cruzam, parede à parede, de lhe para te, de mim para tu, de todos os tratamentos que podemos nos relacionar, estamos presos a alguma atenção em comum. Uma atenção igual àquelas paredes, paralelas, unidas pelo vazio piso, e enfeitada pelos móveis da sala.
Felipe Sousa Cerqueira.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O seu olhar

Estou atônito, nunca tive um olhar tão inspirador. É algo antigo, eu sei, meio fora de forma, esse sentimentalismo.
Ela faz só para me provocar, não é possível, me olha. Ora me concerta, ora me "des". Prefiro a segunda opção, lembra a minha existencia, que estou ativo a sentir algo, mas depois sempre morre, na ânsia de me sentir bem, abafo todo e qualquer sentimento lembrando dos passados que tive.
Mas, quem sabe não esteja pronto? É uma nova fase, uma nova peça. A minha vida tem um sentido, basta descobrir qual é! Se está no seu olhar desconcertante, ou no lado que me põe no lugar, seu colo.
Felipe Sousa Cerqueira.

Castelos

Heróis. Existem, aqui, no meu quarto, vários castelos, cada um com sua dona, com seu cheiro, sua música, se fervor. Há aqui a tensão da rotina. Castelos desmoronados, de todas, mas o seu ainda há aqui, no meu quarto, com você Dona, com seu cheiro, ao som do meu violão. Fervendo, tudo isso no meu coração. Quarto velho.

Felipe Sousa Cerqueira.

sábado, 14 de agosto de 2010

amanhã, vou comer amanhã;
amanhã, vou comer a manhã.



Para Suzane Cipriano Reis.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

EGO

Havia um garoto, seu nome era Ego. Uma criatura esguia, branca como a neve, e de olhos claros. Mas Ego amava! Não a visinha: a morena bonita, dotada de um quadril bem distribuido ao corpo firme e bonito, da pele cor de caramelo. Não por ela. Nem pela menina de sua classe, que considerava a mais linda de todas: tinha a pele alva como o luar do paraíso atômico, carregava no olhar o brilho da felicidade mansa, o sorriso lapidado como um diamante, cabelos encaracolados e castanhos como o mesmo caramelo da anterior. Ego amava o espelho, por que só nele podia sentir-se verdadeiro, não precisava fingir romantismo, nem lágrimas, aquilo para ele era real, era um retrato do seu ego.
Tudo era tão igual para Ego, mas houve um dia, em que tudo mudou, houve um alguem, uma mulher. E então tudo mudou! Ego não era mais o mesmo, de verdade no espelho, era uma cópia barateada por um ridículo sentimento, que, segundo ele, não existia. Via-se em plena exelencia beleza, e então era só acontecer, só pensar nela, naquela tarde, noite, manhã que passavam juntos, e seu rosto corava, de vergonha de si próprio, de vergonha da sua verdade, do seu ego. Ego estava amando.
Então o mundo( e o ego) de Ego desmoronava, toda vez que a via, tinha que dividir a beleza da sua felicidade com alguém e isso o deixava furioso, e ao mesmo tempo tímido de sinceridade por conta do seu sentimento. Ego não sabia o que fazer, onde estava o seu ego assassino que convencia sempre as mulheres?! Chegava perto dela e não conseguia articular palavra alguma, e sempre se perguntava: "Meu Deus o que aconteceu com o meu ego?". Não havia sumido, havia se tornado inútil, os encontros com ela eram sempre tão brilhantes que Ego se esquecia que tinha um ego, tudo era ela, tudo era estar ali! Mas o problema vinha depois, quando estava só, tambem não tinha ego, só tinha ela, em mente.
Quando tudo se parecia perdido para Ego e o seu ego, aconteceu! O beijo! E alí Ego viu onde havia depositado o seu ego, o seu amor por si, Ego havia deixado o seu ego no amor por ela. Mas, querendo ou não, ainda era Ego, mesmo que longe dela, fosse só um nome para ele.

Felipe Sousa Cerqueira.

Cartão

Por que todo amor bem sucedido é seguido de uma fase cheia de adornos melancólicos cheios de morte e dor? Isso é muito estranho. Quando estamos tristes parece que nunca fomos felizes, e cada lembrança de felicidade é uma tortura sem trégua. Cada cartão de visita tem um significado, alguns um senso tão hiperbole, outros tão simples. Mas, no fundo todo cartão tem dor, tem saudade, sente. Todo cartão vale mais do que qualquer presente feito a mão, cartões são para toda a vida, ou, para todo o sempre. Tristes e guardados no fundo de um armário.

Felipe Sousa Cerqueira.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

À mulher mais linda de todas

O que quer que seja, quando acontece, tem um sentido, meio oblícuo, meio vivo, ou completamente sem noção - mas acontece. Troca de olhares com a mulher mais linda que conheço, meu Deus, para que uma mulher igual aquela? Para torturar os pobres corações definhados?(como o meu). Não a amo, mas(não sei por quer) não consigo parar de olha-la, é de uma beleza insuportável.
Tenho em mente canções para ela, mas não canto por que sua beleza não merece a tristeza da minha voz, ou a meiguice do meu apreço. Não sei por que, esse texto é uma confusão total, tenho a mania de voar em devaneios tolos, ir até lá, olhar naqueles olhinhos meigos de menina, e quando o sorriso acontece?! Ah! Nem sei se é possivel sonhar com algo assim, seria tanta vontade de continuar sonhando que invernaria verões e veranearia invernos. Isso sem contar com todo o conjunto, o qual o semblante é o que mais se destaca, com uma inocência, e pureza de domar qualquer leão, de tirar qualquer animal do seu cio mais intenso, é um ímpeto anjelical, de caráter divino e puro. Queria ser o seu espelho, mulher mais linda de todas.


Felipe Sousa Cerqueira.

Consuelo

Nem a conheço, e ja tenho uma grande estima. A primeira(e unica) vez que a vi, parecia uma flor, que desabrochava bem a minha frente, era cautelosa, mas a sua beleza chamava atenção, cabelo preso, quadril largo, cintura fina e busto pequeno. Os cabelos cacheados, um emaranhado de vida, de felicidade, o rosto tinha traços anjelicais, miúdo, olhos cheios de ego, nariz empinado. O seu vestido foi o que me levou a escrever sobre ela, ja vi muitas mulheres bonitas na rua, mas não como aquela, com aquele vestido: era preto, com flores, do tipo amor perfeito, aquilo caia-lhe tão bem, combinava com cada qualidade, e, também, cada defeito oblícuo em seu marcapasso estéril de tristeza, foi aquilo, que mais me chamava atenção, o dom dela ter ao mesmo tempo uma rude e esgoista beleza, e ser como um anjo(vestida de preto) que apareceu ali só para que a visse, e depois desapareceu. Dei-lhe nome: Consuelo!

Felipe Sousa Cerqueira