quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Cênico-cínico
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Absurdo momento.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
"Um dia um adeus"
Felipe Sousa Cerqueira
Vago desejo.
Felipe Sousa Cerqueira.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Sincero adeus!
Felipe Sousa Cerqueira
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Amigo canastrão
Histórias de Palavrão
Nos primórdios da baixaria em série, quando inventou-se o palavrão, não no tempo da vovó, palavrão naquela época era "comunista", "civil" essas coisas, estou falando de depois da woodstock, por que nesse tempo não havia nada precoce, o povo tinha medo até de neném usar chupeta. Enfim, depois do primeiro microchip(o culpado), os jovens passaram a gostar mais de ficar em casa, na frente de máquinas onde dava para interagir com tudo, desde realidades paralelas até a mamãe vir e confiscar aquilo tudo, isso foi um choque para o mercado de bonecas infláveis, cerveja, e outras coisas de homem. Certo dia um pai entra em casa revoltado:
- Arrume uma mulher! Levanta da frente desse video-game e vá atrás de uma fêmea! E só volte aqui depois que saber o que é uma genitália feminina(era o medo de dizer vagina, ou boceta, ou xoxóta- o meu preferido).
Pegou o garoto pela orelha e o colocou pra fora de casa. O rapaz, sem entender direito tudo aquilo, que só havia visto na aula de anatomia, precisava dar um geito na situação por que precisava voltar à realidade virtual. Recorreu a um amigo não menos ''inteligente'' que ele:
-Ouvi meu pai dizer certa vez sobre uma casa onde paga-se por mulheres, é tudo bem limpinho segundo ele, e livre de doenças.
-Leve-me até lá, preciso acabar com o "chefão" do Legend of Zelda, tô no ultimo.
O amigo fez o seu papel, perguntou ao irmão mais velho sobre o assunto e descobriu fácil o endereço da tal residência, foram a pé, com algumas economias, afim da missão de conhecer uma mulher.
Foram bem tratados quando se soube da "primeira vez" do garoto, as meninas(esse nome é por educação) ficaram eufóricas. A dona do bordel chamou uma de suas garotas, a com o rosto mais angelical e dotada do corpo mais formoso, fez uma promoção ao garoto, o amigo não estava interessado porque tinha levado o seu game-boy e estava intertido.
No quarto, o garoto só queria ir embora, nervoso, suava frio, e tremia, a menina fazia de tudo para animá-lo, e ao seu companheiro de virilidade, e quando o milagre da ereção aconteceu, foi seguido por outro milagre, o da ejaculação, e o garoto, como por um toque da sua mente fértil soltou uma palavra que nunca tinha escultado antes:
-Porra!
E as mulheres passaram a usar esse vocábulo no bordel. Agradeça a tecnologia por esse palavrão. "Porra" o esperma que ficou famoso.
P.S: Atenção, essas histórias não são de caráter verídico, qualquer semelhança com livros de história ou resenhas de amigos, é mera conhecidência.
Felipe Sousa Cerqueira.
Dito subentendido
sábado, 9 de outubro de 2010
Fora de ordem
Felipe Sousa Cerqueira.
AME!
Felipe Sousa Cerqueira.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Grandes Amigos
Esquecendo a história de grandes amigos.
Como irmãos amando as brigas que unem.
Apaixonados! Sorrindo com olhos ingênuos.
Sem a sua elegancia encantadora,
você acaba com meu dia amiga.
Quando não me fala, não me liga,
esquecendo da história de grandes amigos.
De onde vem esse orgulho?
Das mentiras que te contam?
Das verdade trituradas em amores?
Ou das intrigas de grandes amigos?
E quando surge esse soriso que alegra o meu dia,
te digo coisas repetidas, besteiras, alegrias.
Só para preservar esse brilho que sai de você,
E para te provar que somos grandes amigos.
Com versos chulos, volto a sentir saudades,
de quando você me abraçava dizendo bom dia.
Das manhãs ao seu lado, falando coisas banais,
das tardes contando casos sem sentido...
Com saudades suas, te fiz essa canção,
tentando te fazer voltar e mudar.
Para ser feliz novamente.
E te lembrar a história de grandes amigos.
Felipe Sousa Cerqueira.
sábado, 25 de setembro de 2010
Súplica de rebelde apaixonado.
seja ele o que você diz, ou não.
Que se faça a justiça ao meu dilema,
sem limpar teu nome do meu coração.
Querer, é sim, o meu poder,
que tenho amor já sei.
O teu amor saberei ser,
diferentes dos outros banais que amei.
Quero agora e quero já,
a cura para essa doença.
Que bate na minha porta devagar,
toda vez que sinto a falta da presença.
Eu bato o pé feito criança,
chorando pelo doce na vitrine.
Sou rebelde apixonado que dança,
ao som de qualquer Jimmy.
E criança ainda serei se me regeitar,
pela jura que fiz de não beijar outra boca.
Em sonho nunca pensei em te amar,
mas acordado sinto essa vontade louca.
No meu pensamento só há você,
aqui, ali, acolá.
Eu quero você, agora, para me dizer,
que tudo que quer é me amar.
Felipe Sousa Cerqueira.
Egoísmo amante
Felipe Sousa Cerqueira.
domingo, 19 de setembro de 2010
O preguissoso.
- Senhor Gustavo, como vai o senhor? Perguntou com um sorriso sincero como de uma criança. Gustavinho respondeu sem levantar os olhos:
- Vou bem, na medida do possível! A frieza foi tamanha que a senhora não contou conversa alguma. Saiu sem êxito no diálogo.
Gustavinho sentou-se:
-É aqui que se registram as queixas?
-Aqui mesmo- era um homem magro, pardo e usava oclinhos já acabados, enterrados nas rugas que aparentavam mais estresse que idade- que o senhor deseja? Algum problema?
-Quero registrar uma queixa! Era evidente o espanto no semblante de Gustavinho.
-Pois bem, estou ouvindo...
E Gustavinho pôs-se a falar:
-Tenho quarenta e cinto anos, não posso passar por sustos muito grandes. Mas hoje como aparento, estou muito assustado, eu matei um sujeito...
-Legítima defesa?- o homem da lei levantou bruscamente os olhos para Gustavinho enquanto tomava nota...
-O caso foi o seguinte, chego em casa, como de costume comprimento D. Shirlei, a minha empregada de anos, subo e vou ao quarto, ligo a TV e deito-me na cama, o dia de trabalho foi frenético, quando me pus a cochilar, ouvi um estalo nos canos elétricos da casa, e tudo se apagou, o quarto foi iluminado pela chama que a TV soltara quando queimava, pensei comigo, "não mereço isso". Desci, peguei o carro, andei um ou dois quarteirões, indo ao boliche, o segundo sinal, o pneu do carro estoura, sem paciencia e dom para trocá-lo, saio a pé, com a carteira e as chaves. Andei uns quinhentos metros, que para mim é muito, sou gordo e fora de forma, cheguei finalmente ao boliche, aluguei os sapatos, e ali joguei por duas horas, no fim, na hora de pagar, o sitema responsável por ler o meu cartão pifa!- parou de falar por alguns minutos para enchugar o rosto, que estava cada vez mais vermelho e cada vez mais molhado- mandei chamar o gerente que era meu amigo, e disse que ia tirar dinheiro no caixa eletrônico mais proximo, a minha sorte foi que esse caixa era realmente proximo. Tirei o dinheiro e antes que eu pudesse sair do caixa um homem me empurrou para dentro da cabine e me fez limpar a conta com um revolver na nuca...
- E aí como você o matou?!
- Não foi o infeliz que eu matei, me deixe continuar.
- Certamente!
- Eu tentei conversar para falar da conta que tinha de pagar, mas não deu outra o sujeito ainda me deu uma risadinha cínica e deu um tapinha nas minhas costas saindo da cabine e ameaçando se eu viesse a gritar ele colocaria meus miolos dentro do caixa eletrônico, então fiquei olhando o sujeito se afastar com todo o meu dinheiro em mãos, o dinheiro da conta aliás, lembrei que tinha dinheiro em casa, fui no carro, peguei as chaves e caminhei as duas quadras e quinhentos metros de volta. Cheguei em casa exausto e vi que a luz tinha voltado, o quarto cheirava a plástico queimado, por causa da TV, peguei o dinheiro, liguei pro guincho, e pedi que levassem o meu carro a uma oficina, eles o fizeram, o dinheiro dava para mais alguma coisa alem da conta, tomei um táxi e fui ao boliche paguei e entrei no táxi a fim de voltar para casa para dormir.
Nesse momento o policial para de tomar nota e coloca café na xícara ao seu lado, e bebe, percebe o táxi ao lado de fora da delegacia, vazio, olha serenamente para Gustavo, tenso de um dia cheio, e estressante, que ainda falava, mas sem receber muita atençao. Volta a prestar atenção e escrever:
- O motorista falava pelos cotovelos, e eu só pensava em dormir, cochilei no táxi, e quando chegamos em casa o cara me acordou bruscamente, o que me deixou bastante assustado, exigiu uma quantia que juguei absurda, porém havia um único problema, o dinheiro que julgava ser justo pela corrida o panaca não quis aceitar, então pedi que esperasse no carro, entrei aflito em casa, o cansaço ja tomava até a alma, abri o cofre, nada alem de ações e um revólver herdado do meu pai, não pensei duas vezes, entrei com uma única bala no tambor, desci, rindo o descarado me esperava, cantarolava uma canção do rádio, parecia estar pensando, que gordo idiota, cheguei bem perto, pois errar não era a minha finalidade, atirei! O tal morreu me olhando, rindo ainda, peguei o corpo, ele tá aí, na mala do próprio carro, esperando eu dar o preço da sua corrida à morte!
- O senhor quer registrar queixa de quem?!- Perguntou o homem da lei.
- Contra mim mesmo!- Disse Gustavinho com os olhos marejados- Tudo que eu quero é dormir ao som da TV.
Felipe Sousa Cerqueira.
O amor: novo e velho
domingo, 12 de setembro de 2010
"C"
Cedendo, consigo "C".
Comigo converso.
Caustico coração.
Coisa caquética:
-Conseguir correr com coração cortado.
Corro com cara cauta.
Cavo caverna, coração cavado.
Como cachoeira celsa.
Converso com celeuma.
Celeste como "C".
Corro. Cato caco cardíaco.
Como com "C"
Completa comigo coração?!
Felipe Sousa Cerqueira.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O que será?
faça de conta que não percebe minhas intenções.
Se perceber, faça de conta que são suas as minhas ações,
por que sempre vou estar, contigo em qualquer lugar.
Se o seu abraço me muda um dia, e o seu cheiro me alimenta,
imagine meus lábios tocando os seus.
Quando saciarem minha sede, se tornarão vicios meus,
será isso que a minha vontade de ti engendra?
Felipe Sousa Cerqueira.
Tentativas...
terça-feira, 31 de agosto de 2010
31 de Agosto
O dia 31 para mim é uma data muito especial. Mas, o 31 de agosto tem algo mais de especial.
A quinze anos atras, nascia uma princesinha, que viria a ser, futuramente, a pessoinha que adotei como mulher da minha vida. Aliás, dizer esse que sempre foi abafado pelo meu orgulho masculino. Enfim, que esse texto se torne algo bom aos seus olhos, pois, foi feito especialmente para você.
Não pude ser eu mesmo, durante o tempo final da relação, por que eu queria que você criasse aversão a mim. Pude, nessa época, ser só rude e mesquinho em relação aos nossos sentimentos, aos seus principalmente. Porem, essa fase de arrogancia só me lembrou o quanto o meu apreço por você é grande, por isso te poupei das minhas visitas e de atender as suas ligações.
Tive que começar esse texto me explicando e falando de coisas ruins para chegar, enfim, ao estribilho final, e mais bonito. O que foi mais lindo. De mim para você.
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Tudo era musica. Aliás, no primeiro beijo era dia 31(ainda lembro da minha reação após esse), os nossos meses se faziam no dia 31, tão sonhado para mim foi esse dia 31, em que faltei a solenidade da sua felicidade. É dificil escrever sobre isso, o ano ao seu lado se passa sem ordem cronológica na cabeça, e ainda é bloqueado pelo tempo sem você. Quando vivia em casa, estava ouvindo as musicas que tocava para você, a fim de criar uma nova versão ou até compor algo - "esse tempo fez alegria..."- a musica te trazia até aqui, a distância era nada comparada ao tamanho do nosso amor. E todo casal, sempre, tem problemas, o meu estresse era evidente diante de algumas reações e comentários seus, mas depois do fim, eu aprendi tudo que você me ensinou, e queria, aprendi que os momentos felizes valem mais do que os que somos tristes. E aprendi, principalmente, que "tudo que é bom dura tempo bastante para se tornar inesquecível", você vivia me dizendo isso.
Chorei e ri, e do seu lado tudo eram flores, eu esquecia até de brigar, e reivindicar os meus direitos de namorado, por que tudo em mim só pedia você, os apelidos eram os melhores, eu não precisarei cita-los por que você sabe. Tudo que queria eram os sonhos que sonhavamos juntos, e que viviamos intensamente um sentimento, o qual, hoje, não se crê mais.
Toda história, como a nossa, quando acaba sempre é triste, mas, se ao menos ela acabasse por inteiro, se não sobrasse nada disso tudo, ai sim, acabaria, mas não, não acaba, nunca acaba. E o eterno? Nada é eterno? Nada é para sempre? O que é o nada?(pergunte para aquele cético que vive dizendo) Nada é eterno por que nunca se tentou ser um nada, para que, nunca nos esqueçamos de nós mesmos, e dos nossos amores da juventude.
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Esse texto é egoista por que só eu, e você que vamos entende-lo.
Feliz Aniversário.
Felipe Sousa Cerqueira.
domingo, 29 de agosto de 2010
Frases do Quadro
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Pensamentos
Felipe Sousa Cerqueira
O convite
domingo, 22 de agosto de 2010
À os que querem se apaixonar.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Anjo!
só trago em mim, a timidez, do medo de errar.
Fui errante, mas tenho que te trazer para mim,
a minha súplica, se transforma no desejo do sim.
Aos seus olhos anjelicais, que luzem os meus dias de observações,
cruzo-os com os meus, num ato meticuloso.
Sou teu no seu olhar, anjo de alva cor,
eu te suplico a luzir o meu dia com fervor.
Felipe Sousa Cerqueira.
Paredes
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O seu olhar
Castelos
Felipe Sousa Cerqueira.
sábado, 14 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
EGO
Felipe Sousa Cerqueira.
Cartão
Felipe Sousa Cerqueira.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
À mulher mais linda de todas
Felipe Sousa Cerqueira.
Consuelo
Felipe Sousa Cerqueira
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Prólogo de Fim de Semana I
Todo mundo, afinal, precisa de alguém.
Entende-se roupa como suvenir.
Nessecita-se de luxo.
Sensação de bem estar.
Toda modelo é magra.
Ninguem sai bonito em foto 3x4.
Como se faz um quebra cabeça?
E como é você sem mim?
As vezes falta alguma coisa.
Na cozinha se enche a barriga.
Te vejo, amanhã, num restaurante
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Alguém precisa ajudar o Pacífico!
Todo mundo, afinal, tem um fogo!
Nessecita-se de roupas!
Luxo? É um suvenir!
Bem estar é ser magra?
Modelo sensação?
Eu sou feio? E você?
Monte um quebra-cabeças com fotos 3x4!
Você sente a minha falta?
Com você alguma coisa muda!
Amanhã eu vou na cozinha!
E encher a barriga num restaurante!
Felipe Sousa Cerqueira.
Amor e esquizofrenia
Voltando aos pensamentos, planejou meticulosamente os planos de felicidade com aquela mulher. Ou seria menina. Olhou para traz. Mais uma vez o deserto da rua era o único companheiro. Acabou por escolher entre seus planos, os das lembranças, tinha que analisar o passado, para não cometer os mesmos erros("que coisa clichê", disse um pensamento cortante).
Voltou no dia em que a conheceu, ele era idiota mas, extrovertido e irreverente(isso mudou depois do priemeiro beijo entre eles), então ser tão extrovertido não funcionava mais, por que causava certo desconforto. Olhou para traz, só conseguia ver no muro de uma casa, como um telão as cenas das declarações afoitas e subjetivas, que não deram certo! Voltou a pensar em sua felicidade ultima, que ela trazia de volta, o amor(de que fugia ainda) mas também a certeza do sucesso da relação, só precisava de tempo, e conhece-la mais a fio.
Quantos pensamentos da esquina para casa, e quanta mania de perseguição, esquizofrenia. Mas nunca era nada, talvez só as lembranças confortantes que trouxeram de volta o seu amor(aos poucos). Ou talvez todos sejamos um pouco esquizofrênicos quando se trata de amor e lembranças.
Nunca é um nada. Sempre é tudo.
Felipe Sousa Cerqueira.
Arrependido
A minha verdade é que, com tanta coisa para escrever, tantos temas legais, me limito a só um, o amor. Pessoalmente quando me refiro a esse tema chego a ser impertinente. É a minha falsidade diária, fugir de uma coisa que me vem puxando pela nuca desde a ultima vez que admiti. Quando se está em sonho, devaneio, ou seja lá como queira se referir, tudo fica tão mais sublime e inédito que "parece até um filme". quantas pessoas já não se perguntaram isso?
E estou arrependido por fugir e por condenar os meus poemas.
Felipe Sousa Cerqueira.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Fim de Tarde
sem timidez, chovia! O vento em minha pele arde,
como o calor da ultima vez jazia.
Avistei-te, a me esperar,
e, num instante senti, amar.
Entrei! Os devaneios foram ficando,
quem diria que estou amando.
Lá mantive-me torto,
o meu olhar quase morto
nem tentava te espiar.
E fui eu quem subiu ao céu,
aproximei de te encontrar,
e ainda tenho medo, de olhar, no teu olhar.
Felipe Sousa Cerqueira.
domingo, 18 de julho de 2010
Maçã
-Tive um devaneio agora pouco, conversei(com quem?), parei, e refleti, e então veio: Maçã! É isso, o que me faltava era escrever, a maçã.
Que não seja uma dessas personagens que só me trazem problemas.
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Maçã.
Um dia eu vou te dizer o que eu sinto, quando eu sentir, e quando esse dia chegar, você será dois tipos de mulher, duas bandas da maçã, uma que está satisfeita com o que fez, involuntariamente. Transformou água em vinho, o descrente em crente, o cego em vigia, o homem em animal. Enfim, o crespo em puro. Falemos do outro lado! O lado cego, o lado que regeita, a mulher! Aliás, aquelas que sempre dizem as mesmas coisas, sobre a falta de reciprocidade pelos sentimentos alheios.
Por um lado, isso tudo, se acontecer, será bom, não analizemos as mulheres com seus defeitos, ou qualidades individuais, analizemos elas por serem, por si só, um todo.
Uma maçã.
Felipe Sousa Cerqueira.
Shh(!)
-Shh!
Não, um menino, por traz de uma máquina.
-Shh!
Não, droga, é um homem mesmo, aliás, uma máquina robusta, anti-sentimento.
-Shh! Você é insensível!
Que garoto tolo esse homem-máquina-robusta, não consegue escrever nada com sentido, se não haver uma musa inspiradora.
-Shh! Agora você é um galinha.
Merda!
Do inicio então.
Te amo meu amor!
-Shh! Assim você vai assusta-la. Tente ser você!
Não dá!
-!
Talvez o mundo seja uma grande exclamação, com todas as discursões, políticas ou não, ambientais ou não(tá na moda). E o "cale-se!"? Onde foi parar?
-Shh! Tá por aí usando uma roupa colorida animando as pessoas, seu bobo.
É, isso! Aham! Talvez em tudo que eu olhe tenha a minha ignorancia poética, para ser analizado como uma exclamação!
-Shh! Agora você está sendo confuso, tá bêbado?
Dessa vez não!
Não me faça fugir do assunto. Aliás, que assunto? Hoje eu tenho uma musa? Ahh! Tenho sim! Aquela, a qual chamei fruta madura!
-Shh! Não se entregue.
Tudo isso foi uma tentativa de escrever um texto? Só para agradar? Meu Deus! Talvez o mundo não seja mais uma exclamação, talvez seja um grande...
-Shh!...
Felipe Sousa Cerqueira.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Confissão
Enquanto ela reclamava, com a voz aguda e trêmula da separação(um mês). Ele a observava com olhar de medida, com uma alto estima assustadoramente superior, que esmagava qualquer sentimento, ela já não o conhecia, ou ao menos não queria acreditar em tal. Ele era mais forte, ou, pelo menos havia se tornado. E num suspiro disse com tamanha frieza que congelou qualquer possibilidade de não haver ciumes da parte dela:
-Eu simplesmente fiz, deu vontade, e não foi por más intenções. Você não me esqueceu?
Essa era sua grande dúvida, era tudo que queria saber. O que tinha de objetivo, ela tinha de mistério.
-Só pergunto por perguntar, eu só não entendi por que ela, assim do nada?
Havia nela agora uma ar de superioridade, de querer vencer a discurção.
-Foi por falta do que fazer, ela é bonita, eu resolvi escrever, a situação foi engraçada.
"Ela é bonita..." houve uma pausa. No fim, as intenções dele eram de conseguir uma prova, se não fosse por palavras, que fosse por ciúmes. Estava conseguindo!
-As minha amigas...-por que as mulheres apelam para as amigas?!- dizem que ela é feia...
-Mas foi a única que apoiou as minhas opiniões, eu tinha que agradecer.
-Agora é você diz que foi por agradecimento? Ela não é bonita?-olha o ciúme mulher- Eu quero uma explicação lógica, porque você escreveu para ela?
-Tá bom! Precisava de uma inspiração, a vi! E pronto, aconteceu! Listras! Foi isso, saiu bom o texto não?
-Não sei! Não foi para mim!
-Você está com ciúmes, amorzinho?
-Não me chame assim, você sabe que não gosto - fez questão de ressaltar o pronome, assim como ele fez questão do adjetivo - e eu não estou com ciúmes.
Acabava de se entregar pelo olhar, que ela já conhecia fazia um ano, um olhar que pede carinho, que pede colo e ombro.
-Sabe, eu vou embora!
Levantou-se e saiu, e ela ficou, a mercê de qualquer sentimento insolente que viesse afligir. Exitou em olhar para traz, e lembrou de quando quis voltar para fazer um cena de filme com sua amada, mas aquele era o fim, confinado, pelo ciúme, a confissão, que havia conseguido com sua mente de apaixonado racional.
Felipe Sousa Cerqueira.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Um Flash.
cegue corações de multidões.
Minha amizade, que vem do leito materno,
por ti, luz que cega, pendura corações e emoções.
Tenho a uma amiga,
que não tenho em todo caso.
A proximidade com a distância castiga,
e da minha ansiedade surge o acaso.
Que teus olhos, reflitam sempre às lentes,
dos flashes que te cegam, corações e emoções.
Teu sorriso, desenha em maçãs de vermelho quente,
a avidez de tornados e furacões.
Que eu te tenha como amiga, para sempre
mesmo que seja dependendo do acaso.
Que meus olhos, reflitam em suas lentes,
os meus medos, futuros, e pecados.
E seja, dito por tamanha castidade,
que no meu peito ressalta um reflexo tardio,
esse acaso, em todos os casos, se torne amizade,
e encha o meu peito vazio.
Fico agradecido por ter encontrado,
flashs, consolos, palavras bonitas - sinceridade.
Espero um dia, que fique em fotografia, eternizado,
um flash, que brilha, da nossa amizade.
À Kathele Santos.
Felipe Sousa Cerqueira.
domingo, 11 de julho de 2010
Saudade Ávida
Eterna Criança
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Fruta Madura II (Clímax)
Felipe Sousa Cerqueira.
Fruta Madura
num beijo fui ao céu.
Àquela voz decolei como gafanhoto,
Desci à tua pele, encontrei mel.
Abraço macio, maçã
beijo que ganhei, hortelã.
Voz encantadora, romã
cheiro da pele, avelã.
E nesse olhar, cor de jabuticaba
tive vertigem, e na sacada,
vi que era rei.
E céu e mar, num só se fez.
Ah negros olhos! Encontrei minha cura.
Como te disse meu bem, tu és fruta madura.
Felipe Sousa Cerqueira
Sagradas Noites
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Naquela noite, comecei como todas as noites, sem muita esperança de que terminasse bem. Anteriormente tudo estava muito normal, a rotina, o contentamento com o pouco, mas, como diz aquela frase clichê: "Há sempre uma luz no fim do túnel". E nunca iria imaginar que essa luz viria de uma lanterna quase que apagada.
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Lá estava ela, metida em si, mas não metida como todos os metidos ficam, mesquinhos e falsos, mas de uma maneira que o mistério se torna charme. Aquele charme me doía desde que nos conhecemos, "mas ja tive a minha chance! esqueça!", pensei. Depois de uma queda pelo passado, tive uma reação inesperada, chamei-a para dançar. E dancei. Fui até timido quanto aos meus sentimentos. Há um pior que me ajudou.
Me abri, disse o que tinha pra dizer, que estava engasgado, dançando, havia orgulho ainda, e cautela, vivi dizendo: "o amor não existe". E! Ali estava o cético, sendo surpreendido pelo impulso dominante que foi, vendo aquela mulher, tentar de novo.
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Quem fui? Em que acredito? Me pergunto isso hoje, por que a dias atras fingia ser feliz para agradar os meus amigos, e funcionava, hoje posso passar uma felicidade, sincera e barata, por que sei, ela existe! E a felicidade tambem! Só de existir! Fico pensando, aqui metido, daquele geito misterioso, so assim ela me faz e me fez feliz. O 'nunca' pode ser uma palavra ilógica, se a desejarmos, mas eu posso dizer convicto, que NUNCA tinha me acontecido, por mais amores, e por mais mulheres, NUNCA estive satisfeito em imaginar alguém perfeito, e esse alguém realmente ser real, só de imaginar. O pior, existiu uma reciprocidade ainda mais inacreditável, que me deixava cada vez mais boquiaberto, e menos cético. Mudei: "Talvez o amor exista". Ou então aquilo tudo foi capricho do destino. Tenho uma estranha certeza de que não foi.
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Estava-mos ali, de algum modo, juntos. Íntimos e ao mesmo tempo, tímidos. Íntimos em conversas absurdas sobre o esclarecimento do presente, em relação a nossa "amadurescência".
Tímidos pelos carinhos indiretos, apertos de mão durante a dança, uma 'tara' tão infantil que me trouxe uma Felicidade inacreditável(estranho também). E fui inocente, ali, com ela me afagando, me tendo de uma maneira, não pude resistir. Tudo se esclareceu. A luz clichê do fim do túnel.
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Aproveitem as noites! Sagradas noites!
Felipe Sousa Cerqueira.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Jardim.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Terapeutas do Amor (Dênis)
Desabafar é sempre bom."
Chamou o garçom em um gesto pesado e cansado, como são os da embriaguez, e pediu outra dose de wisque. Sem gelo! Tirou da bolsa, que sempre levava consigo, um lapis e escreveu ali mesmo em um guardanapo, seco, em meio a tanta umidade suja.
Esquecido o assunto, um belo dia, recebo um telefonema, de uma pessoa que nunca havia me dado atenção, ela, dizia 'saudades' e todo o blá-blá confuso das mulheres, descobri que podia vê-la todo inicio de semana, enquanto ia estudar. Seu nome não é importante agora, tenho que ser sutil, sou bonito, não tenho nada a perder e não quero ganhar nada. O que tenho a dizer é a forma como anda me tratando ultimamente, como se percebesse que tenho uma autoestima inquebrável. Isso encanta as mulheres, fortes doses de autoestima, mas, o que me encanta agora, são as fortes doses dessa bebida que bebo para esquece-la, mais uma vez.
domingo, 9 de maio de 2010
O amor é sonho(desumano).
que o que me ronda está longínquo, e ao mesmo tempo perto.
Não pego, sinto. Invisível, que posso ter
na distancia de uma loucura plácida, o futuro é sempre incerto.
A incerteza, confusa, torna-se gratificante,
sem que amigos percebam, vou a outra dimensão.
A musica toca, bailarinos enbriagados, cantam alegremente
a demasia é chata e vulgar, as vezes, quando se trata de paixão.
Mãos femininas, unhas ferinas, afagam minhas costas sonhando,
abraço aquela sensação de ser amado, sou errante!
Vago naquele beijo tão sonhado, e desumano.
Acordo, a distancia me atinge como um raio rasgando,
todo e qualquer amargor, que vem das entranhas do amor,
Sonho, sou errante. Desumano, apaixonado.
Felipe Sousa Cerqueira.
domingo, 25 de abril de 2010
Quarto Escuro/Beijo Divã
sábado, 24 de abril de 2010
Quando abro um livro
O mais estranho são as situações que atribuo a filmes que assisto, ou a romances que leio. Aquela namorada que um dia disse -"eu te amo"- e em outro disse -"não dá mais"-, por mais que a indiferença fique, é a lei feminina, passar por mim e olhar com aquele olhar de despir, e dizer um "oi" tão chulo que acaba com o céu lindo e azul que encontro ao acordar. O meu dia acaba e fecho o livro.
Felipe Sousa Cerqueira
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Frio
Felipe Sousa Cerqueira
segunda-feira, 29 de março de 2010
Ser o amor
O personagem da vez é o mais presente em nossas vidas, que a gente sabe de cor, que o destino prega, pobre a gente! AMOR!
O grande personagem que inspirou os mais diversos autores e, até eu que sou uma pessoa(não sei se podemos chamar de autor) "clara" digamos assim.
A personificação desse sentimento eu não sei como farei(não uso rascunho pela primeira vez ao escrever um texto aqui).
A vida começa a partir do primeiro palpitar do coração, agora, pergunto a vocês leitores:
Quantas vezes isso vai acontecer na sua vida?
Em outros momentos a gente passa a brincar com os nossos brinquedos, depois passa a conhecer os colegas da escola(ainda com os brinquedos), até um momento em que o nosso unico brinquedo é a nossa propria vida, que a gente usa como um jogo de tabuleiro, jogando o dado para ver no que vai dar. Talvez esteja errado, mas quantos de nós não nos usamos nas mais diversas situações?! Sendo que nestas a gente pense no auto-controle?!
Eu respondo a vocês, como uma pessoa clara, que a culpa disso tudo, que geralmente a gente põe no amor depositado nas outras pessoas, é culpa de nós mesmos, que não nos amamos o suficiente para aceitar a perda do outro e blá blá!
Depois de meses fugindo da minha verdade, talvez da verdade do SER, que é amar.
A certeza do precipício, é o medo de sofrer, do estar, do sentir, que hoje é morto, assim como o meu amor foi um dia!
Felipe Sousa Cerqueira.
quarta-feira, 3 de março de 2010
II
Espiga de milho loiro
Adeus fraternidade,
Não fazem sentido às palavras,
Mas são escritas com saudade.
Qualquer coisa à toa
Ressoa do ventilador de teto,
Não faz também muito tempo
Que eu perdi o chão e o tato,
No ato,
Na coisa racional,
Criada nesse hiato.
Azedo como limão,
E doce como beijos fresquinhos,
Agosto nem sempre trás desgosto
E eu sinto,
Antes de novembro,
Me deixaras sozinho.
Num vinho,
Vendo todo pequenininho,
Com o coração desfeito em caquinhos
E uma música bem dolorida
Rasgando a madrugada,
Tocando no radinho.
Não adianta planejar,
Não vale a pena me apaixonar
E nem gastar o francês
Com poesias de Baudelaire,
Eu sei que no fim de tudo,
Não restará nem mesmo o sonho,
Só eu, tristonho,
Cantando Caetano.
Kauam
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Rua da Lembrança [7] (FINAL)
O som dos mares ia cessando, as palavras e assuntos iam se extinguindo, até que mais uma vez o silêncio reinou, só que esse era diferente, era do acaso que reinava, cheio de pensamentos, de ambas as partes, que se definiam, ele, por um dia ruim e cheio de ‘estranhicies’, e ela pelos planos mal sucedidos. A partir daquele conjunto, depois da noite de pensamentos melancólicos, algo de mais estranho viria a acontecer, a lua se mostrara por entre as folhas das árvores, o cenário agora era de ópera, onde a natureza conspirava a favor dos nossos dois amigos, e tocava uma musica suavemente linda.
O vento gelado cantava num lugar que sempre pareceu o purgatório. As ‘estranhicies’ não foram embora, os cães começavam também a cantar, até ali o nosso Alfredo e a nossa Sinhá eram só amigos.
O rapaz pegou em sua mão, apertou como quem diz "somos atores da ópera da vida", o toque foi levemente suavizado, e então o ato mais estranho e mais belo da noite aconteceu, e não foi a mãe natureza quem fez.
O beijo!
Viajou em uma escuridão de pensamentos puros, os quais nunca tinha tido na vida, era como não deixar de cair de um precipício, no instante em que aquele tão sonhado afeto terminou, foi como se a queda acabasse em um mar de algodões perfumados com o cheiro da Sinhá, sentiu-se intensamente anestesiado.
Estranhamente lindo.
FIM.
Felipe Sousa Cerqueira.
Rua da Lembrança [6]
Aquela noite estava turva, lembro-me apenas do momento em que o futuro casal percebeu a beleza da lua, crescente! Como o sentimento que em algum momento nascera e que ali crescia, a lua parecia um sorriso, torto e tímido, que escondia as intenções do nosso herói, intenções que eram das melhores possiveis. Que mal há em revelar um sentimento que nunca sentiu?
Tudo girava em torno do casal, passaram em frente a um restaurante, dessas budegas boêmias que se encontram por ai, era torta, sombria, lá dentro uma musica melancolicamente linda tocava:
- É incrível como a vida nos escreve, dentro desse silencio que reinava estão escondidas muitas coisas que é melhor não se dizer. Disse a Sinhá, em sua primeira atuação pública de afeto para com o nosso amigo. Ele redarguiu:
- Que bom que a vida nos proporciona isso, sendo assim, eu não preciso revelar o que eu tenho a revelar, deixarei que a vida te diga isso. Um silencio, que durou os três maiores segundos da vida do nosso romântico, reinou!
- Você deixa tudo muito subentendido, e ja faz tempo que ela revelou isso a mim, meu querido. E eu, não preciso nem te revelar nada também não é?
- A senhora Vida me disse muita coisa também! Abraçaram-se.
Felipe Sousa Cerqueira.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Rua da Lembrança [5]
Entrou na casa, a Sinhá havia saído, a saudade não o abatia mais, mas tinha um sentimento, começava a vontade louca de conta-lo a ela, o medo o afligia, olhou uma mesa de centro, e decidiu, "vou fazer um bilhete".
"Minha Sinhá, a tempos que venho tentando te revelar, algo que já foi melancólico e assassino, na época em que as pessoas morriam de amor.
Hoje eu te digo Sinhá, não só por você me fazer tão bem, mas pelo fato dos seus olhos serem tão 'encantadores', não sei se essa seria a palavra certa, mas, vamos ao que interessa.
A paixão toma conta de mim Sinhá, ela é cega, me proporciona a visão da sua visão, onde, qualquer olhar dócil o bastante pode ser um pretexto para achar que esse sentimento é recíproco.
Eu posso estar errado, mas me entenda, dama de vermelho, dê-me uma chance de te mostrar, e eu serei o que você quiser, e se não quiser, eu serei alguém que você passará a querer, mais e mais.
Com todo o sentimento ainda engasgado...
Alfredo"
E foi assim que o nosso herói tentou revelar o seu segredo...
Felipe Sousa Cerqueira.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Conversa para toda a vida (a volta de Fernando)
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Chegou a sua casa, iam sair, Fernando não sentia recentimento algum apesar da historia que traçara com essa garota. Estava pensando no tempo que perdera longe dela, pulemos essa parte, a historia é chata, vamos ao diálogo.
CHEGOU! Se comprimentaram com ar de relações públicas, quando iam tomar o caminho da rua, Fernando puxou-a pelo braço, como essas cenas, do amor mais dramático, de novela mexicana, olhou-a fixamente nos olhos, e beijou. "Doce Alice, minha doce Alice" pensava tão forte, que o seu coração palpitava por algum perdão sem motivo.
- Você é a melhor de todas, disse ele com os olhos tão penetrados aos dela que se via refletido nos mesmos.
- Não estrague tudo.
- Você prefere que eu seja a criança de antigamente?!
- Não! Ela respondeu colocando a mão na boca de Fernando. Seja você! Você é importante para mim pelo que você é.
Se beijaram, e dessa vez, as lembranças não tiveram sucesso quando tentavam entrar na mente de Fernando e sufocar-lhe o sentimento.
- Eu preciso te dizer...
- Não!! Isso não, por favor, eu não posso ouvir, tenho medo de te fazer sofrer, que nem da ultima vez...
- Isso não vai acontecer! disse Fernando antes que ela começasse outro discurso daqueles que matam as expectativas. Nada vai ser como foi, nada, tudo muda, se renova, até o amor é capaz disso, o meu amor, o nosso, tudo que precisamos é sufocar o tempo, por que não temos nenhum para dar, temos só amor, isso que importa, e esse amor, é intransponível, é pra vida toda...
Calou-se, pelo beijo que ela lhe deu.
Felipe Sousa Cerqueira.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Rua da Lembrança [4]
impulsionado pelo tempo, pelo acaso, agora era induzido a esperar, "pelo quê?" Não sabia ao certo, não sabia nem se estava apaixonado de verdade, "mas aquela saudade?!" Algo novo acontecia, sentia o cheiro da Sinhá em toda a Rua, até nos lugares onde nem a havia levado.
-Ó Sinházinha, se você me der uma chance para que eu te mostre quem eu sou, para que eu possa construir uma lembrança alegre nessa minha rua de poesia morta!
A tarde, os pensamentos de saudade, a confusão do sentimento, tudo, era propício para aquele pensamento tolo, é aquele instante- quando o sentimento se torna tão forte que transborda, em lágrimas ou em palavras- tolo! O nosso herói buscou no fundo da alma derrotada em saudades, o som daquela canção, era tudo o que tinha, além do cinza.
Felipe Sousa Cerqueira.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O Olimpo não foi feito para sonhadores
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Rua da Lembrança [3]
-"São cais noturnos cheios de adeus".
Até que aquele pensamento combinou com o momento. Num instante qualquer exitou em beijar a sinhá, tudo era mágico e perturbador ao mesmo tempo, como a paixão, a explosiva paixão, só foi um exito mesmo. Coragem lhe faltava, a moça era misteriosa, vestia um vestido vermelho, como o sangue que fervia nas veias do nosso amigo, estava tudo perfeito para um primeiro beijo, a noite, os olhos, o vestido, VERMELHO!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Rua da Lembrança [2]
O quadro se chamava "O sorriso que mata minh'alma", era uma arte como outra nunca vista, o estilo era Imprecionismo, inprecionante! Como aquele sorriso enchia de luz a sala de estar da casinha, parece estar vivo! Alegremente anestesiado pelos olhos do nosso romântico pintor, que dava à obra o toque sutil de felicidade do momento em que recebera o sorriso da princesinha, esta, não o olhava muito, talvez por isso o nosso amigo quisesse registrar aquele momento de rara beleza, que enchia a sua alma de alegria, que dava a sua vida a mesma luz que a sala da casa recebia.
Felipe Sousa Cerqueira.
Amizade
Aquilo, chamamos, amizade, o amor puro de uma criança misturado na eternidade dos fatos que marcaram nossas vidas. Amizade de eterno brilho, que é comparada a um cristal, frágil.
Hoje, olho uma fotografia, e esta inicia um filme sem fim, de momentos bons, de momentos ruins e de despedidas, filme que só fica guardado na lembrança, o que seria da nossa vida sem a luz da amizade?! Tudo que quero é um dia sentar-me em uma cadeira de balanço, como fazia a minha avó, e tricotar as lembranças dos amigos e amigas que deixei para tras.
Há, no tear da vida, falhas que podemos chamar de: derrota, angustia, tristeza, raiva, despedida, entre muitos outros sentimentos ruins, e quem ajuda a tampar estas falhas são os amigos e amigas desta e talvez de outras vidas.
A despedida mata um coração de saudade, mas a distancia nunca venceu o amor, o amor de amigo.
"A amizade sincera, é um santo remédio, é um abrigo seguro, é natural da amizade, o abraço, o aperto de mão, o sorriso, por isso se for preciso, conte comigo, amigo disponha, lembre-se sempre que mesmo modesta, minha casa será sempre sua, amigo"...
Para: Isadora Carvalho.
Felipe Sousa Cerqueira.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Rua da Lembrança
Naquela rua, havia uma casa em construção, e o nosso personagem pôs-se a observa-la, era uma casinha simples, no meio de uma vizinhança de mansões tristes que traziam ao nosso herói recordações, algumas simples e alegres, outras doloridas e tristes. Mas aquela casinha não era uma casinha qualquer, nela havia uma princesa, sentada na varanda, ainda em construção, a princesinha tocava bandolim, um som que o nosso amigo admirava, que ouvia varias vezes em casa, aquilo por estar comum na sua rotina fez-lho se apaixonar não só pela perfeição da interpretação da melodia, mas também por quem a fazia.
É uma chance, no meio da rua das lembranças, aparece algo novo, que está se fazendo, algo que possa vir a ser um casebre sombrio, ou se transforme em algo magnífico, que aquela rua nunca viu.
Felipe Sousa Cerqueira.