Antes de cortar a madrugada escrevendo esse texto quero lembrar das opiniões que sussurram sobre o amor. É o que nosso amigos falam, o que nossas mães(algumas) falam, o que nos ensinam em poemas e cartas, é o que há em cada um de nós, isso que se resume a: - "O amor é eterno".
E nossos amigos falam dos seus amores:
-Meu amor nunca vai acabar.
E nossas mães falam:
-Eita amor roxo.
E os poemas dizem:
-Infeliz quem não amou.
E as cartas que temos guardadas no fundo do baú:
-Eu te amo.
O que há em cada um de nós:
-A vontade de amar e ser amado. Um amor de resuma todos esses amores.
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E tudo que eu vivo, falo, sinto, canto, reclamo, choro. Tudo que é verbo em mim, é por amor. Mas um amor que deixou de ser amor por não ser correspondido. Não, isso é uma falha, o amor é meu, só meu. E o dela, que um dia foi meu? Disso eu não escreverei, pois o seu ultimo sorriso foi por mim, foi pra mim, pelo meu amor. Mas não quero causar estardalhaço com esse desabafo meu. Tudo que quero saber é cadê aquele amor eterno? Não venham me dizer que o amor está eterno na lembrança, por que ainda quero amar como amei, só que esse meu amor por você não deixa. E esquecer parece ser impossível. Faz quanto tempo, três anos, dois? Sei lá, pra mim parece que foi ontem que chamava-me de amor, iluminava os meus dias com seu sorriso. Parece que foi ontem que eu podia ser fraco e forte quando quisesse, sem precisar mentir, fingir. Tenho saudade do tempo em que acordava triste, por saudades suas, e podia ir pra rua assim, para que todo mundo visse, mas no fundo eu era feliz, eu tinha amor, você tinha amor. Eu não sei pra onde eu vou, boêmio, fingindo ser um cara social, simpático(Ah! Como odeio esse adjetivo). Simpático é sinônimo de bobo da corte, finge está feliz pra alegrar os outros: "que simpático". É quase hepático, antipático.
O que quero é só tocar violão podendo olhar o seu reflexo sem me revoltar com o passado, ou me preocupar com o futuro. Quero não precisar fingir, dizer que estou bem, quando estou, e que estou mal quando estou. Dizer que nunca foi nunca, e que o sempre será sempre o sempre, que o meu amor é assim, por ti, meu amor.
Felipe Sousa Cerqueira.