domingo, 10 de abril de 2011

Amor não é paixão.

Tenho medo de me apaixonar, já aconteceu várias vezes, involuntariamente. E poderia até usar essas paixões pra esquecer um amor qualquer, porém sempre enterrava-as em meus textos(assim nasceu esse blog). Só que a um porém, confuso, nesse jogo de sentimentos, aquele amor, que poderia esquecer com essas paixões que enterro nos textos, não consigo enterrar nos textos. Por que é amor, não é paixão.

Felipe Sousa Cerqueira.

Amor

Antes de cortar a madrugada escrevendo esse texto quero lembrar das opiniões que sussurram sobre o amor. É o que nosso amigos falam, o que nossas mães(algumas) falam, o que nos ensinam em poemas e cartas, é o que há em cada um de nós, isso que se resume a: - "O amor é eterno".
E nossos amigos falam dos seus amores:
-Meu amor nunca vai acabar.
E nossas mães falam:
-Eita amor roxo.
E os poemas dizem:
-Infeliz quem não amou.
E as cartas que temos guardadas no fundo do baú:
-Eu te amo.
O que há em cada um de nós:
-A vontade de amar e ser amado. Um amor de resuma todos esses amores.
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E tudo que eu vivo, falo, sinto, canto, reclamo, choro. Tudo que é verbo em mim, é por amor. Mas um amor que deixou de ser amor por não ser correspondido. Não, isso é uma falha, o amor é meu, só meu. E o dela, que um dia foi meu? Disso eu não escreverei, pois o seu ultimo sorriso foi por mim, foi pra mim, pelo meu amor. Mas não quero causar estardalhaço com esse desabafo meu. Tudo que quero saber é cadê aquele amor eterno? Não venham me dizer que o amor está eterno na lembrança, por que ainda quero amar como amei, só que esse meu amor por você não deixa. E esquecer parece ser impossível. Faz quanto tempo, três anos, dois? Sei lá, pra mim parece que foi ontem que chamava-me de amor, iluminava os meus dias com seu sorriso. Parece que foi ontem que eu podia ser fraco e forte quando quisesse, sem precisar mentir, fingir. Tenho saudade do tempo em que acordava triste, por saudades suas, e podia ir pra rua assim, para que todo mundo visse, mas no fundo eu era feliz, eu tinha amor, você tinha amor. Eu não sei pra onde eu vou, boêmio, fingindo ser um cara social, simpático(Ah! Como odeio esse adjetivo). Simpático é sinônimo de bobo da corte, finge está feliz pra alegrar os outros: "que simpático". É quase hepático, antipático.
O que quero é só tocar violão podendo olhar o seu reflexo sem me revoltar com o passado, ou me preocupar com o futuro. Quero não precisar fingir, dizer que estou bem, quando estou, e que estou mal quando estou. Dizer que nunca foi nunca, e que o sempre será sempre o sempre, que o meu amor é assim, por ti, meu amor.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 3 de abril de 2011

Encontro

Como quando o sol nasce depois do inverno violento
tu apareceste, sem intenção alguma de dar esse brilho,
e eu com aquele coração que sangrava ao vento,
solitário, gélido, não esperava o bater dos teus cílios,
que guardavam os olhos da manhã, fresca e inocente,
e a contração sistemática que deixava seu brilho em mim,
por que com tanto olhar, sem um beijo, fico inconsciente?
somente digo que na aparição do teu vulto, esperei um sim.

Felipe Sousa Cerqueira.