terça-feira, 18 de outubro de 2011

Receio

O medo de viver sonhando com o reflexo do passado,
traz a ironia e leva do meu sonho o amor.
Tudo critico, nada vejo, tudo toco o que se move do meu lado,
nada para. Tenho ânsia de felicidade, sorte e pudor.

E quando apareceste, do meu passado, do meu sonho,
trouxe de volta a minha alegria, fome e sono.
Essa índia me disse da beneficência da minha literatura,
talvez não seja eu um merecedor desse perdão a altura.

Receio, talvez, que sinta por você aquele devaneio do inicio,
de estar, de sentir, de sonhar, ansiar, arrepender,
por tudo que fiz pra trazer até aqui você,
e esperar de volta toda aquela saudade, a qual não tenho vicio.

Felipe Sousa Cerqueira

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lira da noite

Postas ao redor estão estrelas,
partidas em igual confusão à atenção da lua.
No campo está a relva, o mato, os grilos,
tudo é selva. Calma é escuridão nua.

Em cadeiras de varandas alheias,
amigas ou não, sobrepostas à solidão.
O silencio enviado por bocas tagarelas,
congelado por olhares amigos. São elas.

Noites de um carnaval só, de estrelas ou não,
de Joões festivos, de natais solitários.
Elas são as mesmas do trabalho,
esse que vos escrevo, ou não.

Como qualquer uma delas inspira um sonho,
madrugada a dentro, o repente acontece escrevendo.
Resgatando aquela noite só, limpa, cheia de sentimento,
é escuridão única, esse momento que te escrevo.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Azul!

Tem gente que grita uma vida inteira,
para uma única vez chorar.
Está consumado a essa coisa verdadeira,
que vem como uma onda para curar.

Está chorando, rindo, lamentando,
de tudo um pouco é sonhando.
Quando não está partindo,
está tocando.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 14 de agosto de 2011

Tudo

Devaneio meu, estive encorajado a seguir em frente, e tudo me levava a isso. Mas era algo diferente de qualquer outro sonho, parecia estar sendo realidade e de ser tão real parecia sonho. O metal cobria o horizonte ondulado, o sorriso da Vênus. Os sois eram castanhos, haviam dois, alumiavam uma luz tão forte, tão linda. As florestas negras, a combinação perfeita de grama com rosas, estas brancas, reluziam a luz castanha ao chão de metal, que esquentava e fazia luzir o mais belo sorriso no horizonte. E nunca era noite. Ela era dia, saia um sol entrava o outro na mesma tonalidade, no mesmo sorriso, tudo, perfeição. Na sua raiz, o planeta Tudo, tinha uma falha, havia um beijo, marcado, ele nunca foi dado. E os sois nunca existiram, e a terra de metal também não, morriam as florestas, as rosas, a grama secara. Por fim, tudo era sonho. E se Tudo fosse um sonho, o teu beijo seria a minha realidade.

Felipe Sousa Cerqueira.

Construção.

Nunca estive tão perto, de um ser místico, de uma força tão poderosa! Deixe-me explicar melhor:

Quem nunca teve experiências com o outro mundo?! Geralmente isso ocorre pela dor ou pelo amor(ou foi o que me disseram). Reaverei as palavras ditas pelo meu amigo, na maioria dos casos ocorre mesmo pelo medo absurdo. No meu caso, inesperadamente, aconteceu por amor, ou pelo menos um esboço disso.
Desenhado na parede, lá estava eu. Imaginem uma parede no meio do nada, flutuante, mais ou menos uma pintura de Picasso. Desenhada na parede estava ela, outra parede, paralela a minha, porém flutuantemente dispersa em som, cores, extratos, muito semelhantes aos que me agradam.
Eu parede de reboco, bruta, rústica, ouvindo, vendo, sentindo, aquilo tudo sem um tostão de coragem para me inclinar e cair. Fez-se outra parede, e nos ligou, agora eu teria o mesmo extrato e a mesma cor, era tudo que eu queria. Outra subiu. Eramos perfeitamente um quadrado, os sons estavam mais altos, nossa acústica estava feita. E tudo ficou escuro quando veio o telhado, só a sentia de cheiro, o som era insuportavelmente perturbador agora, era pesadelo. Eu me doía e gemia pelo frio fino da loucura, as músicas assustavam, as batidas faziam palpitar o meu peito, era tudo escuridão e dor. Ouvi um gato riscando o telhado, seu grito era como um tocar de trombetas, pensei em salvação. Nada aconteceu. Quanto tempo se passou, semanas! Sentia agora umidade, toque, agonia mais horrenda nunca senti. Escuro. Como um cego que perdera a visão aos trinta anos, me sentia limitado a tentar adivinhar as piores coisas que me aconteciam. Foi aí que tudo melhorou, fui coberto por um agasalho denso, parecia-me um abraço, pensei nela, foi aí que percebi que a música tinha parado, com tanta dor, frio, quando mais padecia, deixei-me envolver por sensações atoa. Medo. Onde estava ela, silenciada, demolida?! A agonia voltara, e o pior, havia saudade e dentro dela silêncio, e dentro envolvendo tudo isso escuridão. O agasalho já não me servia de nada. Então, do céu veio, portas, janelas, luz. E o meu agasalho era cor de anil, tinha cópias minhas fechando um cubo. E a minha parede gêmea paralela a mim falava-me de uma parede rosa que via e desejava todo dia, esperando voltar o seu amado de reboco.

Felipe Sousa Cerqueira.

Verso de bolso

O fim, o começo, tudo e nada há neles.
O primeiro, sendo derradeiro, acaba.
O outro, sendo verdadeiro, não apaga.
Mas ninguém, só Ele, sabe onde estão eles.

Felipe Sousa Cerqueira.

ROSA

Rosa, a flor, a rosa, vermelha,
beijo-te, lábio, alma, coração.
E nós, explosão de centelha,
as estrelas que nunca vi por paixão.

Rosa-te, o álibi
é minha face.
E rosa é o cálice
do amor que nasce.

Mas, rosa sem água,
com água, morre.
Nem pense na minha mágoa,
pois chego quando a tua chove.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Só para agradar

Escrevo-te poesias,
deixo de mim,
sou ingratidão,
permanecendo.

Tu, me traz alegrias,
a tudo diz que sim,
de amor certidão,
de ti padecendo.

Felipe Sousa Cerqueira.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

7 Minutos

Tenho que escrever-te, um poema,
em sete minutos, sem demora.
Escrever-te a nossa história, de cinema,
coisa pouca de muita memória.

De eterno amor à vaguidão sem fim,
devo escrever com pressa, sem me importar.
Que é a vida sem que te veja em olhar pra mim,
não me importo mais com métrica, que é de olhar?!

Em tempo e tempo, não há mais tempo,
de escrever-te cartas e poemas.
Mas há ainda aquele tempo de passatempo,
a achar-se rimas de Moemas.

Só restam os minutos frenéticos da noite,
esta que será em breve ontem.
Agora pouco haveria de termina-la com açoite,
para que vire logo logo fonte.

Felipe Sousa Cerqueira.

O nosso.

O meu amor e o seu amor.
O meu amor, oh! Meu amor,
é o seu amor junto ao meu,
e esse amor todo é seu.

O que é nosso, o que é meu,
de todos, somente o seu.
De amor à amor.
Nesse amor há amor.

Nosso, meu e seu,
é amor, por mim que é seu.
Por ti, tão puro, é o meu,
amor, nosso amor, que é meu.

Do amor eterno, um segundo,
que é seu todo esse amor.
E meu também, nesse instante, amor.
Amor, amor, amor, maior do mundo.

Felipe Sousa Cerqueira.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Um cheiro de batom.

Curioso é o cheiro do batom, tem um cheirinho de infância, meio de massinha, de mansinha. É meio de comer aos poucos. Simples e bonito. É inocente. Mas recheia as noites de prazer com o teu batom, lambe e suja, beija e cospe. É uma contradição esse batom. Esse seu, nosso que ainda não foi meu. Não me sujou por que é claro, é puro. Mesmo vermelho forte que seja, é puro. Para ti é só um batom. Para mim um sonho em que danço. Sou rico por o estar observando desenhar o seu sorriso, em tua face, na parede do meu quarto, na testa do meu sonho. Tem gente que dorme e olha pra testa de olhos fechados, sou eu procurando o seu batom na penteadeira. E a marca, na testa? Ele não tem cor, nem claro nem escuro, é só um devaneio meu. De qualquer forma a cor desse batom é pura, como a infância, os primeiros amores, que a gente acha que é amor, mas é só um batom pra sujar a gente. Mas o teu batom é diferente, não me suja mesmo sendo vermelho Ferrari. É muito engraçado sentir um batom que não toca na gente. O teu creme no instante em que sorri, a tua sensação de que aquilo nunca vai sair, que você não quer que saia, nem a cor, invisível, nem o cheiro. O que é mais engraçada é a contradição, ora é vermelho ora rosadinha, que coisa, que cor. A maneira como entregas a tua boca a ele, o batom, traz em si o romantismo de outrora, daquela infância em que pintava a barriga onde dormia, desenhava nela um rosto, e tentava fazer um sorriso perfeito, e o fez muito bem, o fez seu. É o batom criador, o vermelho anterior, que não suja. E ao desmanchar a tua alegria, borra-o no travesseiro, grita, esperneia por uma vida melhor, por um batom mais sutil, e grita mais uma vez, a piedade do batom vem sujar todo o teu rosto, o vermelho ainda é inofensivo, mas suja, por que quer que suje, por que quer outro batom. E então no espaço de tempo entre a cama e a penteadeira existe o espelho que mostra toda a mentira anteriormente dita. O batom volta a ser uma simples cor depois do sono, do sonho, de outro amor. Os batons são diferentes, cada um com sua com, mas todos carregam um mesmo tom. A graça, a beleza, a infância, o amor, as lágrimas, tudo é sutil, tudo tem aquele mesmo cheiro que me intriga, me faz rir, me vidra, me entristece, me devora, e que eu devoro em sonho e quando acordo, ele é de batom.

Felipe Sousa Cerqueira.

Um Bem

Aos leitores: O seu bem, é seu, de mais ninguém.
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O bem pode ser qualquer coisa,
muito ou pouco, duradoura ou vaga,
ter cor ou rosto, mas sem você seria nada.

Digo isso, por que, meu bem,
o valor só da-se a quem tem.

O bem, simples, completo,
vai do teu sorriso,
onde existe ele, é paraíso.

Digo isso, pois, meu bem,
quero vê-lo muito além.

O bem, existe, é fato,
consumado ou não,
vai muito além de paixão.

Digo isso, e mais, meu bem,
pois já vi o que contém.

O bem, é certo, é errado,
vai de interpretação,
do negativo é o não.

Digo isso, porém, meu bem,
sinto que o tratam com desdém.

O bem é lindo, é amor,
é sinônimo de carinho,
quando dar-se uma flor.

Digo isso, a fim de, meu bem,
explicar a razão de quem o tem.

Um bem, meu bem,
é bem de quem,
quer fazer o bem.

Digo isso, então, meu bem,
o amor da-se a quem o tem.

Felipe Sousa Cerqueira.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Palpite

Sentirá meu coração palpitar, de longe, de costas para mim.
E com toda a certeza, toda a minha paciência de lutar, dirá sim.

Sem tirar as minhas palavras e gestos, sem moldar-me terá o meu respeito, o meu amor.
Sentirei alma igual e gêmea e serei o teu cais, o teu porto para quando vier a dor.

Da minha atenção, será igual a chama da amizade.
Serei mar, rio, chuva. Serei fogo e verdade.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lilás

Do meu sentimento, a flor,
disse-me o significado da cor.
Em seus jardins serenos vivi,
as histórias, profundas que li.

As saudades dessa cor,
trazem-me para perto da flor.
O seu significado, profundo,
trouxe segredos d'outro mundo.

A magia esclarece,
que mistério é Amor?
O lilás, a cor ou a flor?

Tão profundo que esquece!
O sinal da vida ou raiz,
daquele livro em que lilaís.

Felipe Sousa Cerqueira.






quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sorrisos e Olhares ou Olhares e Sorrisos?

Do sorriso a lembrança das tardes,
dessas que a gente sonha acordado.
De quando a felicidade toca a varanda,
e o frio traz nosso agasalho.

Do olhar mais sincero,
de olhar um doce mistério.
sonho até acordar-me,
com um beijo libertar-lhe.

Desse sonho mais profundo,
a beleza do seu mundo.
E na triste solidão.

Saber de cor a canção,
que soletra as verdades,
de sorrisos ou olhares.

Felipe Sousa Cerqueira.

À música

Ah! Um Blues carregado! É tudo que quero e tudo que sinto. Não esquecer de noites quentes, de dias frios, e finais de dias sem fim. Havia um quadro na parede, uma bela... Aliás uma bela não, uma música. Isso, uma música, que não tem nada mais completo e perfeito nesse mundo do que ela, a música. E essa música sorria pro meu violão de uma forma perturbadora. Havia no quadro dá música uma harmonia brilhante de se olhar, de se perder, de se querer bem, de querer o mal de existir, de querer chegar, partir sem dizer adeus e olhar sempre pra trás- era assim o quadro que vi na parede de "estar-se preso" como disse o poeta um dia. A poesia desta era de métrica romântica, lembrando-me um devaneio, levando-me. Cada linha que olhava era da cor do mogno dos olhos. Cada olhar um labirinto a se perder. A feição das maçãs do rosto estavam como presentes em algum banquete romano. O sorriso, perdido pela arte burra de Da Vinci, estava como a minha timidez sereno, sincero, bruto, seco e doce como um fruto proibido. Cantando, chamando. E lesado de espirito acordei, e passei a cantar à Música.

Felipe Sousa Cerqueira.

sábado, 4 de junho de 2011

Ideia.

Imaginem a ideia central usada para fazer um filme, ou um best-seller. Imagine se usassem a ideia que antecede a primeira para fazer outra obra, e então dessa obra usassem o pensamento anterior, e assim por diante. Teríamos a ideia suprema, a mais pura e brilhante, que liga todas as outras, a ideia do amor.

Felipe Sousa Cequeira.

domingo, 15 de maio de 2011

E o que era areia fez-se mar. De todo o coração, ferido, comum, igual. Fez-se um espelho, onde a luz virá luzir a eternidade, essa nossa, escondida a tanto em nós mesmos. A luz não é um mero raio que aparece a esses apaixonados, é imposta, involuntária. Coisa que nunca acreditou-se anteriormente era que essa luz pudesse ser assim, pura, infinitamente breve, de uma calmaria tão confortável. E assim, dela, fez-se o ar, a claridade, a água molhando a areia dele, limpando a praia, com essa paciência de seguir meticulosamente cada passo de criar o sentimento. Cada detalhe embutido nesse ciclo é mínimo. Dela o ar, a luz, a água. Dele os cabelos, a pele, a areia. De ambos, o espelho, pois um é a cópia do outro, o lado positivo e negativo, o ing e iang, o claro e escuro, o mel e fel- um astro e o universo. Nada é mais tão vago, o destino voltou das férias, e trouxe na sacola: ela(unhas, pés, mãos, boca-a mais linda, mais desenhada- os olhos), ele(as palavras, a voz, o olhar de esperança). Então fez-se mar, como a poesia que escrevera sem saber por que, sem saber pra quem, pra ela, para ele, que sempre esteve ali, imagem e semelhança. E o que não se contam são os mínimos detalhes, as coisas poucas, simples, de que são feito os momentos, e são essas que ficam na lembrança, dela sai as palavras que serão guardadas cada uma como um grão de areia, nessa imensa praia.

Felipe Sousa Cerqueira.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Anjo da Guarda

"Santo anjo do senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou,
a piedade divina,
sempre me rege,
me guarde,
me governe,
me ilumine.
Amém."

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Tu és meu anjo,
no meu choro anseei pelo teu colo.
Canto brilhante, na voz de um banjo,
que me ensinaste a andar por este solo.

O teu olhar, anjo, alumia a minha noite,
acordo, vou dormir ao teu lado.
Travo em palavras pra falar como foste,
sou teu único, primogênito, teu amado.

Desse amor, não tenho por ninguém,
elas teriam inveja da pureza,
esse amor é de um além.

Se sou forte, herdei a tua natureza,
do meu pranto, saem as lágrimas que canto,
pra dizer, TE AMO, TANTO.

12/05 - Aniversário da minha mãe.

Felipe Sousa Cerqueira.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um olhar, um sorriso

Um olhar desesperado, olha pra qualquer coisa que é meiga e singela, e vidra. Com a ilusão maquiada em acerto, aquele olhar vidrou num ser, um ser impossível de caracterizar. Foi tão doce o momento, tão puro, e a tua vontade era tão grande de encontrar algo esquecido em si, que falhou-se, o olhar. E o sorriso, na verdade era outro, trabalhado outrora, nas noites solitárias, belas, frias, sóbrias.
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Então, virou vento, era uma só lembrança, de um sorriso escondido em outro. E as noites já não são mais tão carregadas de solidão, há esperança, esta sempre espera com um sorriso, o seu. Aquele que não foi percebido de imediato, e sim deixado de lado por um simples pesar de ser igual ao meu olhar. Quando a doce madrugada rural invadia o sonho viria ele atormentar-me, com sua sonoridade simples, que me fez tocar de novo como nunca antes, que me trouxe a inspiração de amador, a qual busquei a muitas decepções atrás. Decepção, aliás, foi embora, assassinada pelo teu sorriso. Por que chegastes tão agora, vestida de anjo, só para o meu consolo. Me recriando, involuntariamente dentro desse sorriso, tão triste quanto o meu olhar, calibrando a minha esperança, de um dia sentir chegar aquele amor, de anjo, de dona, de tudo que já vivi e desejei viver. Sinto-me a poesia que escrevo, a música que toco, as palavras que pronuncio, o ar que respiro, o olhar que lanço. Perdido em sentimento impossível, retorno ao leito do mesmo, deito-me, choro, balbucio, sou eu, no espelho olhando o seu sorriso, preso, no meu olhar.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Minha poesia.

A minha poesia, quando escrita é rejeitada.
A minha poesia, quando lida é salvada.
A minha poesia, quando está é tristeza.
A minha poesia, quando foi é saudade.
A minha poesia, quando peco é amor.
A minha poesia, quando certa é o destino.
A minha poesia, quando esvaída é segredo.
A minha poesia, quando nasce é notícia.
A minha poesia, quando fujo é lembrança.
A minha poesia, quando chego é teu olhar.
A minha poesia, quando apago é para ser.
A minha poesia, quando perfeita é só você.

Felipe Sousa Cerqueira.

Flor do Amor

Flor da solidão, carrego em meu peito,
o teu apresso dividido em tuas pétalas.
Estas que não tenho tanto só,
mas um dia um bem-me-quer será feito.

E no bolso do meu paletó,
trago as canções tão nossas,
soltas e suaves no vento da vizinhança,
esperando o regar da tua lembrança.

E quando é noite, a lua alumia nossas conversas.
Quando é tardezinha, o sol busca lembrar-te em mim,
se falo algo sem medida, perdoa-me sou assim.

E versos escrevo para amenizar a minha dor,
de ser teu sem tu saber, de ser jardineiro.
De sonhar de amar tu, flor do amor.

Felipe Sousa Cerqueira.

Alusonhado!

O galo canta de manhã e a sua inspiração é natural,
de todas as poesias naturais que fiz original é a tua.
O meu peito em minha rua seca ao sol com um sal,
o teu, ao teu gosto, a minha carne segue fina e crua.

Suave o meu mel,
das noites, taciturno.
Amargo o meu fel,
da embriaguez, noturno.

Dissolvo a minha palavra no teu olhar,
escondido atrás da seda do teu véu.
Quando o olhar, teu, de anjo me levou pro céu,
acordei na cama de amar.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 1 de maio de 2011

Um tipo de mágica...

E há uma estrada única na vida, que leva a gente a um só lugar. Saio de uma rotina de ex-namoradas sociais todos os dias que acordo. Sempre volto a mesma encruzilhada. Olho a minha guitarra que outrora era o meu ombro amigo, olhando para ela agora em pedaços pergunto-me onde estão os amigos. Sempre volto à mesma estrada. Então aquele blues se torna tão forte quanto o gole de wisque de deixei de ter. Ainda está aqui, a minha guitarra amiga, quebrada, está o blues nos discos que perdi enterrando coisas no meu quarto, em cima da estrada. Ah! Os meus discos, se há algo que eu preze mais preciso descobrir logo o que é, para que eu possa quebrar e engolir os pedaços assim o meu apresso se tornará perturbador. Saio, respiro, respiro: breathe in the air...
O ar bate no meu rosto junto com a vontade musical de sair por essa estrada que olho agora, com minha guitarra em pedaços na mão, uma jaqueta e talvez uma camiseta que ganhei de alguém especial. O ar é ferino, arrepia-me os poros, faz nascer barba, velhice espiritual, paixões de uma noite, de um boato só. Volto-me aos discos, e a solidão é a doce música que um velho vivido cantou um dia, é coisa de uma engolir uma vida. O que não me vem a cabeça é a estrada, mesmice de sempre, como o meu sorriso falso para com as pessoas que fingi me apaixonar, como o sorriso que dei sem dizer o que sentia de verdade, porque essa estrada brutal me assusta tanto... E a falta que impede o sono de chegar, que dá à mão forças para levantar o copo, que dá ao braço vontade de quebrar a guitarra, os discos, as coisas novas. Onde está, nessa estrada, a vontade de dizer o que sinto de verdade, de novo, é terrível o medo de seguir, de amar, de sentir o ar sem a sombra da dúvida de estar amando. Porque não se arrepiar por causa de uma peça do destino, o que foi que vi em um sorriso que refletiu o meu olhar?! Esta sóbrio é um chaga agora, olhando da janela e vendo que tudo dará na mesma estrada, é um tipo de mágica.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 10 de abril de 2011

Amor não é paixão.

Tenho medo de me apaixonar, já aconteceu várias vezes, involuntariamente. E poderia até usar essas paixões pra esquecer um amor qualquer, porém sempre enterrava-as em meus textos(assim nasceu esse blog). Só que a um porém, confuso, nesse jogo de sentimentos, aquele amor, que poderia esquecer com essas paixões que enterro nos textos, não consigo enterrar nos textos. Por que é amor, não é paixão.

Felipe Sousa Cerqueira.

Amor

Antes de cortar a madrugada escrevendo esse texto quero lembrar das opiniões que sussurram sobre o amor. É o que nosso amigos falam, o que nossas mães(algumas) falam, o que nos ensinam em poemas e cartas, é o que há em cada um de nós, isso que se resume a: - "O amor é eterno".
E nossos amigos falam dos seus amores:
-Meu amor nunca vai acabar.
E nossas mães falam:
-Eita amor roxo.
E os poemas dizem:
-Infeliz quem não amou.
E as cartas que temos guardadas no fundo do baú:
-Eu te amo.
O que há em cada um de nós:
-A vontade de amar e ser amado. Um amor de resuma todos esses amores.
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E tudo que eu vivo, falo, sinto, canto, reclamo, choro. Tudo que é verbo em mim, é por amor. Mas um amor que deixou de ser amor por não ser correspondido. Não, isso é uma falha, o amor é meu, só meu. E o dela, que um dia foi meu? Disso eu não escreverei, pois o seu ultimo sorriso foi por mim, foi pra mim, pelo meu amor. Mas não quero causar estardalhaço com esse desabafo meu. Tudo que quero saber é cadê aquele amor eterno? Não venham me dizer que o amor está eterno na lembrança, por que ainda quero amar como amei, só que esse meu amor por você não deixa. E esquecer parece ser impossível. Faz quanto tempo, três anos, dois? Sei lá, pra mim parece que foi ontem que chamava-me de amor, iluminava os meus dias com seu sorriso. Parece que foi ontem que eu podia ser fraco e forte quando quisesse, sem precisar mentir, fingir. Tenho saudade do tempo em que acordava triste, por saudades suas, e podia ir pra rua assim, para que todo mundo visse, mas no fundo eu era feliz, eu tinha amor, você tinha amor. Eu não sei pra onde eu vou, boêmio, fingindo ser um cara social, simpático(Ah! Como odeio esse adjetivo). Simpático é sinônimo de bobo da corte, finge está feliz pra alegrar os outros: "que simpático". É quase hepático, antipático.
O que quero é só tocar violão podendo olhar o seu reflexo sem me revoltar com o passado, ou me preocupar com o futuro. Quero não precisar fingir, dizer que estou bem, quando estou, e que estou mal quando estou. Dizer que nunca foi nunca, e que o sempre será sempre o sempre, que o meu amor é assim, por ti, meu amor.

Felipe Sousa Cerqueira.

domingo, 3 de abril de 2011

Encontro

Como quando o sol nasce depois do inverno violento
tu apareceste, sem intenção alguma de dar esse brilho,
e eu com aquele coração que sangrava ao vento,
solitário, gélido, não esperava o bater dos teus cílios,
que guardavam os olhos da manhã, fresca e inocente,
e a contração sistemática que deixava seu brilho em mim,
por que com tanto olhar, sem um beijo, fico inconsciente?
somente digo que na aparição do teu vulto, esperei um sim.

Felipe Sousa Cerqueira.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Quase nunca. (momento vago)

Em um estranho momento sinto saudade de um domingo, vago, calmo, sujo de ressaca. Quase nunca sinto isso, é só a estranheza de a séculos estar embutido em mim. Parece que no fundo, antes do amor que me fez esquecer outro, e assim por diante, sempre houve você, em nossos momentos vagos, estando sutilmente ao som do violão que deixei de tocar pra você, as declarações que merecia e não fiz, a chuva que não eternizamos com nosso beijo, tudo em um vago momento antes de conhecer um amor qualquer que despedaçou meu coração.
Mas assim, festivais começam e terminam até o dia em que beijamos a primeira vez, aliás com aquele mesmo tom vago, calmo, e bêbado. Quase nunca sinto isso. Quase nunca impeço alguém de proferir palavras. Quase nunca estamos juntos. Quase nunca momentos são inesquecíveis. Quase nunca direi que amo você.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 22 de março de 2011

Meu bem

O vento subiu a serra e ao descer trouxe você aos meus braços. Uma história antiga e a muito guardada. Por você, talvez, esquecida. O tanto que espero que esse mesmo vento traga, no tom da tua voz, doce, me chamando de meu bem, sei lá, vindo algo sutil, sempre será sutil.
Ah! O bem que me faz, se quiser fazer como quis chamar, seja um bem eterno para que nunca me esqueça, e nunca deixe ninguém, além de você, me chamar de meu bem. Meu bem!

Felipe Sousa Cerqueira

domingo, 13 de março de 2011

Posfacil de feriado

As histórias sentidas, vividas de momentos unicos, absurdos, com a pessoa errada. Quem me dera, e ainda tento, faze-la ser a certa, só para eternizar momentos unicos em nossas vidas, que para mim são mais importantes do que palavras ditas em vão.

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E tudo parece noite. Todos os dias desde a primeira noite me pareceu uma coisa só. Apenas a luz das estrelas, e a promessa de que veriamos o sol juntos, sem aquele teatro do destino e mais os meus blá-blás sentimentais enrustidos em masculinidade. Enfim, tudo me pareceu noite. Nada ali era verde ou cor de rosa, apenas os riscos dos teus cabelos e o brilho da tua boca tinham cor exata. Coloriam a noite, o meu momento de ver-me e a película do nosso retrato. Pausas, vozes, risos. A agonia de ter uma noite eterna. Eterna solidão. Nunca vi um anjo que me dissesse que eu sou realmente, evidentemente, com todos os meus carinhos e carência, solitário. Sou só eu, querendo ter um momento de felicidade. Esta, se existir, dura pouco.

Felipe Sousa Cerqueira.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Teatro de estrelas

Quando mar beija a areia, ela não corresponde tanto,
o chão quando é iluminado de estrelas, tem o mais bonito céu.
Com toda revolta as ondas surram as pedras, que soltam o fél,
mas suas lágrimas são lavadas, pelo agente que causa seu pranto.

Por um momento, como um ato, uma estrela cai,
e não tira o sossego das outras atrizes do espetáculo.
Esta primeira cativa outra estrela, que sai,
elas chamaram a um momento, e previram como um oráculo.

Então a ultima estrela rebelde, risca o céu com ar de revolta,
e no desenrolar dessa história, a tua boca à minha toca.
E um musical é feito, como uma seita impura do ar que canta,
mas sua clara voz nada me diz, nada me completa, mas encanta.

E a sereia vai embora, com seu busto perfeito, seu olhar de ressaca,
o seu cheiro na manga da minha camisa que a minha inspiração fez
sabe o que senti, e quando verei o teatro mais uma vez.

Felipe Sousa Cerqueira.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

À Cherí

Sabe Cherí, assim vou te fazer referências literárias, teu pseudônimo será este. Cherí. Então, entenda uma coisa, a cada passo, furo, partida, buraco, enfim, a cada momento da vida que vivemos por viver, e assim deixamos de praticar o verbo viver como deve ser, acontece o esquecimento. A perda da essencia da vida propriamente dita. Então lhe aparecem essas pessoas mágicas, meninos cheios de esperança de vida, mas sem propósito nenhum dela, então tu se pergunta qual o meio que este tem de seguir em frente, qual será o segredo para conseguir esta luz. Então segue seus passos como se fossem teus, mas as cegas, sem dar valor ao mínimo de sonho que te passa pela face.
A vida é dura Cherí, e as vezes descobrimos muito dela mais cedo do que pensamos. Descobrimos mais dos outros do que de nós, pelo menos é o que achamos no momento que descobrimos, e então nos afogamos em mágoa achando que temos menos em vida do que aqueles seres "felizes" ali ao nosso lado. E sentimos pena, e vontade de ter cada vez mais o que nos foi tirado.
As vezes a razão vem ter conosco uma conversa de amadurecimento, de petrificar-nos a alma, para que olhemos no espelho e possamos dizer, eu te amo, mas tudo está do avesso, ou pelo menos interpretamos do avesso. E nessas horas aparecem os meninos dos olhos encantados, pra nos ensinar a ler as linhas tortas do destino, ou pra nos ensinar a caminhar por todos os vales sem luz. É claro que o brilho nos olhos desses meninos nos quer dizer alguma coisa, que devemos achar o nosso brilho.

Felipe Sousa Cerqueira.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O destino

Cada mão de areia, suspensa no ar,
abre-se espalhando os grãos pelo vento.
Entre os goles de vinho que não vão voltar,
deixaram-se folhas de amor ao relento.

A flecha que acerta a maçã é homicida,
o rubro vem do alvo que nasce pra morrer.
Da natureza vem a reza que clama piedade,
árvore que se planta detesta uma cidade.

Na vida tudo nasce e morre,
cresce, vive e se transforma,
como a falta quando corre.

O amor assim transborda
lágrimas de desatino,
assim é o destino.

Felipe Sousa Cerqueira


A nova canção

Como gasto a angústia, que ganhei do amor,
tamanha, plena e pura, tão grande dor.
Ai que saudade eu vou chorar,
pela minha vontade de te amar.

Pagarei com mil votos do meu coração,
dizendo sempre eu te amo com minha emoção.
Te verei muito em breve, irei dizer,
cantar cem mil anos só pra você.

Raras são as palavras que eu falei,
posso dizer pra minha vida que eu amei.
Cantando sempre jurando o meu amor,
e você me devolve tudo em dor.

Vou mesmo sempre cantar naquele lugar,
onde a gente se amava sob o luar.
Cantarei para o alto e escuro céu,
limpar da minha boca o amargo fél.

E as palavras doces, deixou pro final,
que nunca ocorreu o momento mal.
Saber a quem se ama, se é um anjo bom,
ou se é o próprio diabo todo de batom.

Tenha a quem te mereça seja feliz,
cega, surda e muda, como eu lhe fiz.
Mas preste bem atenção nos seus passos,
para não tropeçar em qualquer abraço.

Venho dizendo ao mundo tudo que eu sinto,
que é lindo e eterno não tem extinto.
Que nunca se apaga nem apagará,
a reticência dura pra contar.

E a canção que fiz foi pra você,
mas essa aqui é pra esquecer.
A que eu fiz, queimei chorando,
então a nova escrevi te amando.

Felipe Sousa Cerqueira




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Gêmeo

Sabe Chico, a mesma vontade tua é a minha,
estar aqui ou ali, pouco importa, é estar.
As sombras que descansamos são iguais,
ser ou não ser, não questão de ser, será sempre.

Teu pai, Chico, é igual ao meu, rico ou pobre,
ter o direito, cumprir os deveres, será alheio a nós.
O seu Deus é o meu, grande e constante,
quando não olha pra você, não olha pra mim.

Sua cara lavada de perdão é igual ao espelho,
a inconsequencia é a mesma em todos os atos.
Sujo ou limpo somos irmãos do mesmo desperdício,
o calor é o mesmo, aqui em casa ou na rua.

A tua solidão é a mesma que sinto,
conhecidencia ou não provocam a mesma dor.
A mesma vontade tua é a minha, Chico,
vontade de amor.

Felipe Sousa Cerqueira.

A dama de Vermelho

De tempos em tempos tenho escutado músicas e dizeres que reverenciam mulheres que se vestem de vermelho, pode parecer uma cor pré-julgada como de mulheres alheias à vida social, pra mim foi a chave do mistério da mente.

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Em uma praça, lugar familiar, onde crianças brincam, pais se preocupam e casais namoram. Estava lá, a mulher de um homem só, destemida e solitária, triste e radiante. Seu olhar de tigresa despiria qualquer homem que mirasse, mas a solidão lhe proporcionara uma inocência sem tamanho, mesmo assim tinha o ar de primeira namorada, amante e amiga. Usava um vestido vermelho que cobria os joelhos, introduzindo ainda mais mistério a sua figura feminina.
As palavras de veludo, trêmulas e diretas desabrochavam feito flores na primavera, com uma naturalidade perturbadora. Sem tamanho nem forma, a sua tristeza trazia consigo uma força bruta de mulher vivida, sôfrega, dramática, a sua confiança era dada à alguém que conhecia naquele instante. Cada um dos seus gestos eram como um poema escrito em recorte de revista, de uma visão aterradora da vida, e uma concordância perfeita.
A noite lhe parecia comum, como quem vive da rotina de uma vida chata sem perceber coisa alguma. Tendo estado em perfeita harmonia com a sua beleza, a noite se incomodava seriamente com suas lamentações e dizeres, e como num passe de mágica foi tragada pelo adeus como quem traga um cigarro de desespero. Tudo isso na elegância doce, do seu vestido vermelho.

Felipe Sousa Cerqueira

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Salvação.

Nenhum metre traz qualquer suflair,
nenhum pingo pinga em qualquer balde.
Da sua boca não sai uma palavra qualquer,
ora chaga, ora pena, qualquer que me salve.

Queria voltar, e não ter amado,
nenhuma dessas princesas.
Mas teria o seu amor voltado,
e conquistado a minha natureza?!

De um soneto ao outro falhado,
simples é o estresse de querer felicidade,
ao coração que sangra encalhado.

Contrariando uma rotina de cidade,
tudo que se quis foi só o estado,
de amar e ser amado.

Felipe Sousa Cerqueira.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cheio de Emoção

Coração bate, TUM-TUM. E cada palavra que disse ou deixei(pois você adivinhou), entrou em você pegou algo, e amarrou em mim, aquele amor que eu não correspondia, aquele amor que hoje é concreto, lúcido(difícil ser assim) e devaneado.
Todo mundo fala de emoção como se fosse um blues bem tocado, um jazz bem improvisado, um amor bem vivido, uma história bem contada. Emoção é sentir o que nunca sentiu, fazer o que nunca fez, perder a vergonha quando mais se precisa dela, cantar como nunca cantou, talvez um musical inteiro, escrever sem a vergonha de jogar os sentimentos pra cima, ser sutilmente direto, isso é emoção. É olhar pra você, olhar ao redor, ver areia, pra cima estrelas e uma nuvem sem vergonha que esconde a lua de nós, o céu está lindo, não tanto quanto o nosso amor.
Te escrevo uma canção, apago e esqueço, e sempre estou com lágrimas nos olhos quando vejo que o seu sorriso era tudo que eu precisava, sempre, e nunca ví estar tão próximo. Cada historinha de amor que tive, e você lá, no meio de tudo, disposta a ser a outra, ser amada, amante, amiga, tudo que eu precisasse, nada que escreva aqui te convencerá do meu amor, de amigo e namorado. Só por que você é a única que pensei em casar. Isso tudo carregado de emoção.
Hoje acordo e a primeira coisa que me vem na cabeça é ligar pra você, te ver, te beijar, ser o que sou, matar o que fui, em seus braços, cheio de lágrimas pedindo perdão a cada "eu te amo" dito, perdão por ter te destratado, por não ter percebido o seu amor quando falava de outras, só penso em te fazer feliz, em me dobrar e colocar-me em seu bolso, e dormir veraneios inteiros, só pra estar perto de você em cada viajem, em cada estadia, nos momentos ruins e bons. De uma maneira resumida é assim o meu amor, bruto, e carregado de emoção.

Felipe Sousa Cerqueira.

Frederico I

Volto a escrever um personagem.

Aprendo muito com Frederico, é um grande homem, sem muito exterior pra se admirar porém com um grande professor da vida. Talvez um pai que nunca tivemos (mim e ti leitor).
Admiro esse homem por não tentar me ensinar sobre qualquer sentimento, Frederico não tem a intenção de ensinar nada a ninguém, creio que nem mesmo a mim, e nem eu tenho a intenção de ensinar nada pra vocês. Mas espero que aprendam, como aprendi. Com o Frederico.
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Foi um grande homem, sempre espirituoso, amigo de todos, um bom filho com um bom pai. Até depois de adulto soltava papagaio com os garotos da rua, dava-lhes atenção necessária que as crianças precisam para se tornar grandes seres humanos. Era cabeleireiro, quase o Eduard do Tim Burton, só que podia descansar com uma mulher sem machuca-la. Foi um bom marido, também teve filhas, o que podemos chamar de "homem-fornecedor", teve a sorte, ou azar, de ter só meninas, dava ao mundo o que gostava. Grande Frederico, o mestre da vida.

Felipe Sousa Cerqueira