quinta-feira, 16 de junho de 2011

À música

Ah! Um Blues carregado! É tudo que quero e tudo que sinto. Não esquecer de noites quentes, de dias frios, e finais de dias sem fim. Havia um quadro na parede, uma bela... Aliás uma bela não, uma música. Isso, uma música, que não tem nada mais completo e perfeito nesse mundo do que ela, a música. E essa música sorria pro meu violão de uma forma perturbadora. Havia no quadro dá música uma harmonia brilhante de se olhar, de se perder, de se querer bem, de querer o mal de existir, de querer chegar, partir sem dizer adeus e olhar sempre pra trás- era assim o quadro que vi na parede de "estar-se preso" como disse o poeta um dia. A poesia desta era de métrica romântica, lembrando-me um devaneio, levando-me. Cada linha que olhava era da cor do mogno dos olhos. Cada olhar um labirinto a se perder. A feição das maçãs do rosto estavam como presentes em algum banquete romano. O sorriso, perdido pela arte burra de Da Vinci, estava como a minha timidez sereno, sincero, bruto, seco e doce como um fruto proibido. Cantando, chamando. E lesado de espirito acordei, e passei a cantar à Música.

Felipe Sousa Cerqueira.

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