partidas em igual confusão à atenção da lua.
No campo está a relva, o mato, os grilos,
tudo é selva. Calma é escuridão nua.
Em cadeiras de varandas alheias,
amigas ou não, sobrepostas à solidão.
O silencio enviado por bocas tagarelas,
congelado por olhares amigos. São elas.
Noites de um carnaval só, de estrelas ou não,
de Joões festivos, de natais solitários.
Elas são as mesmas do trabalho,
esse que vos escrevo, ou não.
Como qualquer uma delas inspira um sonho,
madrugada a dentro, o repente acontece escrevendo.
Resgatando aquela noite só, limpa, cheia de sentimento,
é escuridão única, esse momento que te escrevo.
Felipe Sousa Cerqueira.
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