O velho amor, de tão velho caducou, e morreu alucinado, com coisas surreais. Cor de rosa, vestido vermelho, preto, caqui, porta retrato, e um cartão de Natal prateado. Vá em paz, amor querido que encheu olhos de alegrias e esquecimentos.
O novo amor vem de supetão, veio vestido de amizade, traje de carnaval, de bolinha, decote redondo, olhos grandes, observadores que não esquecem de nada. O novo amor veio com minúcia, devagarzinho, e torto. Chegou a falar de sombras, tentar ajudar o velho, mas este, cabeça dura, morreu dizendo "eu não preciso...", morreu velho amor! O novo amor também é sereno, é triste como todo amor de inicio, novo! É assim de natureza, precioso, amigo, eterno. Esse novo amor vai durar toda a eternidade, até onde a memória lembrar. O novo ficará velho, mas dirá a si mesmo "eu te amo".
Felipe Sousa Cerqueira.
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