quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dito subentendido

É chato falar de amor, eu sei! Por isso só vou citar essa palavra em apenas um momento do texto - que já aconteceu.
Meu benzinho, tentar resistir a isso é loucura, quase um suicídio. Para todas as músicas que ouvir, as dramáticas que machucam o ego, ou até as do tipo "foda-se" que o levantam, existe um paralelo, aquele que citei no inicio do texto, é isso que é dito pra você todos os dias, em cada olhar, em cada exeção à regra, em cada beijo, ou verso cantado, tocado, pensado...
O dito esquecimento, que tentou-se anteriormente, não pode acontecer. Não consegue acontecer. Por que em cada palavra posta aqui, existe um toque seu, em cada música daquelas citadas, existe o tom da sua voz, um veludo feminino, amansa cavalo! Os olhares lúdicos são os melhores, os trezentos beijos, divãs da alma, o silêncio que você odeia, com medo de ser tocada por aquilo que não pode ser citado. O seu cheiro, de manhã menina daquelas que só existem na infância, é de tudo isso que não consigo fugir.
Mas se tudo que eu escrevo é sobre você, eu não posso citar o que é de fato, por que criei uma regra no início, a da cautela, da calma, de tudo que é dito, medido sob o meu dicionário, tudo tem aquilo que não pode ser citado, tudo tem você, que é a exeção da minha regra.
Felipe Sousa Cerqueira

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