Consigo sorrir e sentir amor pela música, toco não sei o que. Pelo menos toco. Sorrio, brinco, mas é uma felicidade escondida, só minha, que satisfaz com um tanto de egoísmo o meu ser. É só minha, pode parecer um princípio de sociopatia, mas é o meu ego que fala mais alto, para que eu não caia na tentação de me apaixonar de novo, não entendo. Sou só eu tentando levar a vida te amando e aplicando, na prática, a existência da palavra "sempre". Acho que quando falava "não diga isso" pra mim quando ouvia "eu sempre vou te amar" não sabia a maldição que a suas palavras me jogavam. Me levavam ao fundo do poço, por que eu sou eu, e o meu amor por você é meu, ainda. E está enfiado dentro de uma fotografia de festa, de momento, de serenatas, e em textos que, por mais que fale de outras, sempre existe você, no meio de tudo, no toque singelo dos meus dedos no teclado, na frase dita para levar uma mulher à cama, tudo tem você, que é a base de toda a minha comparação. Cada "bom dia", no ato da rotina formal de um casal poderia ser um "eu te amo". Seria se fosse eu e você.
Felipe Sousa Cerqueira.
Adorei o texto moço. Posta mais qualquer dia.
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