Confesso que andei perdido, antes de ti, e depois me perdi em ti. Estando perdido, mantive-me seguro da certeza do ato. Seguindo as estrelas que deixavas pra mim, ou até as migalhas das milhares que colhias e destruias, ou antes da hora fecundavam-se e morriam sem a sua atenção. Depois mantive-me sereno diante das suas palavras duras, quando as ouvia, só prestava atenção ao seu tom de voz, veludo! Aquilo me acalmava, me deixava perdido, fora da razão, como sempre quiz estar, onde sempre quiz te levar, para o meu mundo, e faze-lo nosso. Então veio a onda, esta que levou a possibilidade de te ter, que fizestes com as próprias mãos sem ajuda alheia, sem o meu consenso, ou o da minha alegria, voltei a perdição anterior, fui quem fui, e vi que sendo quem sou, sou pior pra mim, mas melhor pra te esquecer. E nesse dia vi, que o adeus que vale mais, é o que vive na eternidade, que a cada eco, uiva a nossa história abrindo a minha ferida.
Felipe Sousa Cerqueira
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