terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O destino

Cada mão de areia, suspensa no ar,
abre-se espalhando os grãos pelo vento.
Entre os goles de vinho que não vão voltar,
deixaram-se folhas de amor ao relento.

A flecha que acerta a maçã é homicida,
o rubro vem do alvo que nasce pra morrer.
Da natureza vem a reza que clama piedade,
árvore que se planta detesta uma cidade.

Na vida tudo nasce e morre,
cresce, vive e se transforma,
como a falta quando corre.

O amor assim transborda
lágrimas de desatino,
assim é o destino.

Felipe Sousa Cerqueira


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