abre-se espalhando os grãos pelo vento.
Entre os goles de vinho que não vão voltar,
deixaram-se folhas de amor ao relento.
A flecha que acerta a maçã é homicida,
o rubro vem do alvo que nasce pra morrer.
Da natureza vem a reza que clama piedade,
árvore que se planta detesta uma cidade.
Na vida tudo nasce e morre,
cresce, vive e se transforma,
como a falta quando corre.
O amor assim transborda
lágrimas de desatino,
assim é o destino.
Felipe Sousa Cerqueira
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