Sabe Cherí, assim vou te fazer referências literárias, teu pseudônimo será este. Cherí. Então, entenda uma coisa, a cada passo, furo, partida, buraco, enfim, a cada momento da vida que vivemos por viver, e assim deixamos de praticar o verbo viver como deve ser, acontece o esquecimento. A perda da essencia da vida propriamente dita. Então lhe aparecem essas pessoas mágicas, meninos cheios de esperança de vida, mas sem propósito nenhum dela, então tu se pergunta qual o meio que este tem de seguir em frente, qual será o segredo para conseguir esta luz. Então segue seus passos como se fossem teus, mas as cegas, sem dar valor ao mínimo de sonho que te passa pela face.
A vida é dura Cherí, e as vezes descobrimos muito dela mais cedo do que pensamos. Descobrimos mais dos outros do que de nós, pelo menos é o que achamos no momento que descobrimos, e então nos afogamos em mágoa achando que temos menos em vida do que aqueles seres "felizes" ali ao nosso lado. E sentimos pena, e vontade de ter cada vez mais o que nos foi tirado.
As vezes a razão vem ter conosco uma conversa de amadurecimento, de petrificar-nos a alma, para que olhemos no espelho e possamos dizer, eu te amo, mas tudo está do avesso, ou pelo menos interpretamos do avesso. E nessas horas aparecem os meninos dos olhos encantados, pra nos ensinar a ler as linhas tortas do destino, ou pra nos ensinar a caminhar por todos os vales sem luz. É claro que o brilho nos olhos desses meninos nos quer dizer alguma coisa, que devemos achar o nosso brilho.
Felipe Sousa Cerqueira.
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