segunda-feira, 8 de agosto de 2011

7 Minutos

Tenho que escrever-te, um poema,
em sete minutos, sem demora.
Escrever-te a nossa história, de cinema,
coisa pouca de muita memória.

De eterno amor à vaguidão sem fim,
devo escrever com pressa, sem me importar.
Que é a vida sem que te veja em olhar pra mim,
não me importo mais com métrica, que é de olhar?!

Em tempo e tempo, não há mais tempo,
de escrever-te cartas e poemas.
Mas há ainda aquele tempo de passatempo,
a achar-se rimas de Moemas.

Só restam os minutos frenéticos da noite,
esta que será em breve ontem.
Agora pouco haveria de termina-la com açoite,
para que vire logo logo fonte.

Felipe Sousa Cerqueira.

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