quarta-feira, 12 de maio de 2010

Terapeutas do Amor (Dênis)

Em um anuncio, desses de pouca importancia que se prega nas possilgas mais fétidas:
"Você tem um amor secreto? Que as vezes até duvide da sua existencia? Amor pela mulher do visinho? Pela sua aluna mais inteligente? Amor pela garçonete daquele restaurante ruim? Pela professora? Não importa qual seja o seu amor, escreva para nós, somos os terapeutas do amor -se é que ele existe.
Desabafar é sempre bom."
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Ao ler aquilo, sentiu vontade de pedir outra dose de wisque, e continuar, sem pensamentos e cartazes tolos, aquela noite boêmia. Algo dentro dele dizia que precisava disso para contar ao mundo, com todos os detalhes, o seu amor, que repousava anos de conformação dentro do nosso querido amante enbriagado.
Chamou o garçom em um gesto pesado e cansado, como são os da embriaguez, e pediu outra dose de wisque. Sem gelo! Tirou da bolsa, que sempre levava consigo, um lapis e escreveu ali mesmo em um guardanapo, seco, em meio a tanta umidade suja.
"Eu tinha amigos, era um rapaz jovial, as meninas atravessavam a rua para falar comigo, paravam atividades, até o trânsito. Mas naquele dia tudo mudou, conheci uma menina um tanto quanto estranha, sua aparencia me encantava, aquele sorriso, nunca tinha visto nada igual, os olhos, penetravam minha face corando-a, a atenção que eu concentrava naquela beleza, me causou no futuro uma forte enxaqueca seguida de pessimismo. O que me levou a esquecer aquela mulher.
Esquecido o assunto, um belo dia, recebo um telefonema, de uma pessoa que nunca havia me dado atenção, ela, dizia 'saudades' e todo o blá-blá confuso das mulheres, descobri que podia vê-la todo inicio de semana, enquanto ia estudar. Seu nome não é importante agora, tenho que ser sutil, sou bonito, não tenho nada a perder e não quero ganhar nada. O que tenho a dizer é a forma como anda me tratando ultimamente, como se percebesse que tenho uma autoestima inquebrável. Isso encanta as mulheres, fortes doses de autoestima, mas, o que me encanta agora, são as fortes doses dessa bebida que bebo para esquece-la, mais uma vez.
Dênis."
Felipe Sousa Cerqueira.

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