terça-feira, 1 de junho de 2010

Jardim.

Na passarela incerta que leva a noite à madrugada, penso em como fui feliz.
O campo, onde se planta a felicidade, é limpo, belo. O meu foi magnífico, onde há um poço, há sempre a água que irriga a felicidade.
Plantava muito, cuidava todos os dias, mesmo que as pessoas, as quais comiam e bebiam da minha felicidade, não dessem valor ou reconhecimento, o poço tinha a água mais limpa e pura que alguem ja bebeu, ou se banhou, as cores do campo, utópicas, e apaixonadas.
Hoje, choro, planto nada, e só cuido do que eu quero ter pra sempre, poucas flores, algumas até rosas, de amor, de paixão, ou desses semtimentos vertiginosos, as pessoas dão mais valor aos produtos da horta, são produtos raros, caros. Da água do poço, tem um gosto peculiar, nem doce nem salgado, o cheiro, nem fede nem cheira, é uma água em total desarmonia com a natureza, e muitos ainda bebem, nessa água, está afogada todo o passado do jardim, está a minha felicidade. Afogada.
Felipe Sousa Cerqueira.

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