quinta-feira, 10 de março de 2011

Teatro de estrelas

Quando mar beija a areia, ela não corresponde tanto,
o chão quando é iluminado de estrelas, tem o mais bonito céu.
Com toda revolta as ondas surram as pedras, que soltam o fél,
mas suas lágrimas são lavadas, pelo agente que causa seu pranto.

Por um momento, como um ato, uma estrela cai,
e não tira o sossego das outras atrizes do espetáculo.
Esta primeira cativa outra estrela, que sai,
elas chamaram a um momento, e previram como um oráculo.

Então a ultima estrela rebelde, risca o céu com ar de revolta,
e no desenrolar dessa história, a tua boca à minha toca.
E um musical é feito, como uma seita impura do ar que canta,
mas sua clara voz nada me diz, nada me completa, mas encanta.

E a sereia vai embora, com seu busto perfeito, seu olhar de ressaca,
o seu cheiro na manga da minha camisa que a minha inspiração fez
sabe o que senti, e quando verei o teatro mais uma vez.

Felipe Sousa Cerqueira.

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