domingo, 20 de dezembro de 2009

Um dia Monótono

Foi um dia chato para Fernando, não tinha feito nada demais, deixou de ir a um encontro com Margarida, e ficou em casa assistindo um filme novo de Quentin Tarantino, o seu dia estava ruim, acordara com o astral baixo, tudo por causa de uma critica que Natbelle havia feito sobre o seu blog:
-Isso tá feio! Tudo que você escreve sobre as meninas, parece que você está colocando umas contra as outras.
Aquilo ficou trancado, torturando-o por dentro, pensou em parar de escrever, em suicídio literário, pensou tanta coisa para deixar de pensar sobre aquilo, só que tudo havia sido em vão, passou quinta, sexta, sábado e no domingo lembrou de Clisba, lembrou o quanto precisava vê-lo, seu amigo, que pela primeira vez, não era um objeto, um violão ou algo do tipo.
Clisba era um amigo, só q um mistério para Fernando, era único para Fernando não só por que não sabia ao certo a sua escolha sexual, mas era também único pela consideração que Fernando tinha por ele.
Enfim, não conseguiu falar com Clisba, mas conseguiu tirar da cabeça alguma coisa, algum protesto, um que fosse importante, um que falava sobre Natbelle, só que dessa vez não se declarava, falava do poder que essa mulher exercia sobre ele, por causa de uma frase dita pela fada, esqueceu como se escrevia uma boa historia, mesmo que sobre um 'quarteto amoroso'.
No espaço de tempo que observo Fernando vejo conclusões e confusões, está chegando a hora, hora da escolha, que o faz pensar:
"Hoje, tenho tudo que quero, todas que quero, só que uma relação tão desorganizada e ao mesmo tempo tão gostosa de se viver, não é o que eu esperava, e então vem Natbelle e me diz um "oi" torto, e eu perco de vez a sanidade, então passei três dias louco, pensando em duas mulheres diferentes, uma que foi meu amor de infância, e a outra que me faz esquecer os problemas, não sei o que fazer ainda, preciso ver Clisba."

Felipe Sousa Cerqueira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário