terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A musa e a noite.

Tão linda e formosa que deixava Fernando boquiaberto. Tinha esquecido da sensação de se sentir apaixonado, aquela mulher era tudo que o interessava ali, talvez não passasse de um desejo bobo, aquilo tudo era rápido, as palavras e gestos da garota, nunca tinha achado alguém tão parecido com si mesmo a principio. Ela cantou:

-Drão, o amor da gente é como um grão..” aquilo entrou na alma de Fernando como uma dúzia de adagas banhadas ao ácido mais corrosivo.

Foi a partir deste momento que a garota deixou de ser uma simples garota e passou a ser encantadora, quanto a musica, ah! Era a musica que Fernando vivia cantarolando, talvez tenha sido por isso que a cantoria o enfeitiçou tanto.

Tudo era mágico e ao mesmo tempo triste, percebeu a semelhança tarde, vinha no intuito de beijá-la desde o inicio do passeio, só que a garota tinha um pretendente. Fernando como bom ator da vida que é, não aparentava a melancolia que trazia, e lançou três ou mais cantadas na noite, aquela sim, era a sua musa do verão. Tão encantadora e semelhante a ele. Descobriu outra coincidência, estavam numa sorveteria, e Fernando conversava com um amigo.

-Avê! Você botou o sorvete puro, havia tantas guloseimas para acompanhar o sorvete, e você não botou nada, que louco! Falou o amigo não em um ato de critica, estava mais para aquele comentário que quebra o silencio. Então Fernando:

-Pois é, eu só gosto de sorvete com leite em pó. E já que não tinha...

A musa olhou para Fernando e com um ar de concordância. Foi ai que Fernando percebeu todas as semelhanças da moça, esqueceu das conversas e do sorvete, e ficou a observá-la, a pele morena, os traços tão bem esculpidos desenhados pelos melhores arquitetos de Deus. Aquela noite se tornou mágica por esses mínimos detalhes, aliás, quantas noites se ganham só por causa de um sorriso ou olhar?! E quantos dias se perdem por causa de um único encontro ao acaso?! Enfim a musa de qualquer maneira era bela, era linda, era mágica, assim como os gestos, e a noite.

Felipe Sousa Cerqueira.

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