sábado, 30 de janeiro de 2010

Rua da Lembrança

Caminhava sozinho, em uma rua que parecia não ter fim, cada lembrança, triste ou feliz, ia recheando a rua como prédios, os não tão bem lapidados seriam as lembranças rápidas, os casebres sombrios seriam as lembranças esquecidas pela alma, os prédios ricos e de arquitetura genial seriam as lembranças alegres. Porem, das alegrias vem as tristezas, as decepções, e nada naquela rua vai ser perfeito, algumas construções podem parecer magnificas por fora, mas por dentro sempre há um cómodo triste.
Naquela rua, havia uma casa em construção, e o nosso personagem pôs-se a observa-la, era uma casinha simples, no meio de uma vizinhança de mansões tristes que traziam ao nosso herói recordações, algumas simples e alegres, outras doloridas e tristes. Mas aquela casinha não era uma casinha qualquer, nela havia uma princesa, sentada na varanda, ainda em construção, a princesinha tocava bandolim, um som que o nosso amigo admirava, que ouvia varias vezes em casa, aquilo por estar comum na sua rotina fez-lho se apaixonar não só pela perfeição da interpretação da melodia, mas também por quem a fazia.
É uma chance, no meio da rua das lembranças, aparece algo novo, que está se fazendo, algo que possa vir a ser um casebre sombrio, ou se transforme em algo magnífico, que aquela rua nunca viu.

Felipe Sousa Cerqueira.

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