quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O amor partir

Eu te tinha,

E me sentia igual,

Até que em nós

Tudo ruiu,

E o que talvez fosse

A representação mais pura

De mim

Para você,

Transmutou-se pro nada,

Num pequeno ser.

E de ser

Já nem éramos!

Ébanos ou tupiniquins,

Nos perdemos

Nas miscelânea louca

Desses dias sozinhos,

Onde cartas extensas

Por estêncil,

Enumeravam as perdas.

Danos nos romperam os lábios

E o sol,

Nas beiradas,

Ficou menos amarelo;

Menos amarelo em seus olhos

E na cor de sua pele;

E mesmo osculando o vendo

Perdia-me em coisas concretas,

Coisas incertas que não deixariam

Que coubesses em mim.

Eu ri -

Ou era choro aquele riso?

Só sei que assim então

Eu quis,

Por que o além de nós me trava a traquéia,

Fazendo-me implorar por algum ar menos promiscuo,

Mas eu não vejo desperdício,

Nos seus vícios mais ilícitos.

Não que o meu desejo seja rir,

Tentei apenas forçar o amor a partir.

Ir.

Kauam

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