O amor partir
Eu te tinha,
E me sentia igual,
Até que em nós
Tudo ruiu,
E o que talvez fosse
A representação mais pura
De mim
Para você,
Transmutou-se pro nada,
Num pequeno ser.
E de ser
Já nem éramos!
Ébanos ou tupiniquins,
Nos perdemos
Nas miscelânea louca
Desses dias sozinhos,
Onde cartas extensas
Por estêncil,
Enumeravam as perdas.
Danos nos romperam os lábios
E o sol,
Nas beiradas,
Ficou menos amarelo;
Menos amarelo em seus olhos
E na cor de sua pele;
E mesmo osculando o vendo
Perdia-me em coisas concretas,
Coisas incertas que não deixariam
Que coubesses em mim.
Eu ri -
Ou era choro aquele riso?
Só sei que assim então
Eu quis,
Por que o além de nós me trava a traquéia,
Fazendo-me implorar por algum ar menos promiscuo,
Mas eu não vejo desperdício,
Nos seus vícios mais ilícitos.
Não que o meu desejo seja rir,
Tentei apenas forçar o amor a partir.
Ir.
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