quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

VODKA

Tudo que eu preciso é de uma boa dose de vodka, não para me alcoolizar, mas uma dose poética de vodka, que sirva para conformar as mágoas, e não afoga-las. Uma dose que lave a minha cara cínica, que entre na garganta queimando as palavras duras que eu te direi, que o efeito limpe a minha mente, para que eu esqueça tudo de ruim que te fiz.
Essa vodka sou eu mesmo, crescendo, amadurecendo, percebendo o quão distante você está de mim, essa dose é a cura do meu vício de você, dose santa, qualquer apaixonado daria a vida por uma dose dessa, que eu consegui sozinho.
-Bebo!
Agora estou ao seu lado, ainda cínico, mas eu preciso de você, da nossa história, pra me lembrar que estou aqui, para você, e para todas as que querem algo de bom de mim, mas você é insuportavelmente a minha vodka às melhores horas.
"O velho barco toda vez que vê o mar, fica confuso, com vontade de zarpar, mas ver o mar as vezes bem que é preciso, pra ter certeza de ainda estar-se vivo, mesmo que o casco esteja velho e corroído".

Felipe Sousa Cerqueira

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