terça-feira, 3 de maio de 2011

Flor do Amor

Flor da solidão, carrego em meu peito,
o teu apresso dividido em tuas pétalas.
Estas que não tenho tanto só,
mas um dia um bem-me-quer será feito.

E no bolso do meu paletó,
trago as canções tão nossas,
soltas e suaves no vento da vizinhança,
esperando o regar da tua lembrança.

E quando é noite, a lua alumia nossas conversas.
Quando é tardezinha, o sol busca lembrar-te em mim,
se falo algo sem medida, perdoa-me sou assim.

E versos escrevo para amenizar a minha dor,
de ser teu sem tu saber, de ser jardineiro.
De sonhar de amar tu, flor do amor.

Felipe Sousa Cerqueira.

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