o teu apresso dividido em tuas pétalas.
Estas que não tenho tanto só,
mas um dia um bem-me-quer será feito.
E no bolso do meu paletó,
trago as canções tão nossas,
soltas e suaves no vento da vizinhança,
esperando o regar da tua lembrança.
E quando é noite, a lua alumia nossas conversas.
Quando é tardezinha, o sol busca lembrar-te em mim,
se falo algo sem medida, perdoa-me sou assim.
E versos escrevo para amenizar a minha dor,
de ser teu sem tu saber, de ser jardineiro.
De sonhar de amar tu, flor do amor.
Felipe Sousa Cerqueira.
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