O sol cobria a serra, estava lindo. No céu, o vermelho do vestido, o sol dizendo ao nosso herói, Adeus!
Entrou na casa, a Sinhá havia saído, a saudade não o abatia mais, mas tinha um sentimento, começava a vontade louca de conta-lo a ela, o medo o afligia, olhou uma mesa de centro, e decidiu, "vou fazer um bilhete".
"Minha Sinhá, a tempos que venho tentando te revelar, algo que já foi melancólico e assassino, na época em que as pessoas morriam de amor.
Hoje eu te digo Sinhá, não só por você me fazer tão bem, mas pelo fato dos seus olhos serem tão 'encantadores', não sei se essa seria a palavra certa, mas, vamos ao que interessa.
A paixão toma conta de mim Sinhá, ela é cega, me proporciona a visão da sua visão, onde, qualquer olhar dócil o bastante pode ser um pretexto para achar que esse sentimento é recíproco.
Eu posso estar errado, mas me entenda, dama de vermelho, dê-me uma chance de te mostrar, e eu serei o que você quiser, e se não quiser, eu serei alguém que você passará a querer, mais e mais.
Com todo o sentimento ainda engasgado...
Alfredo"
E foi assim que o nosso herói tentou revelar o seu segredo...
Felipe Sousa Cerqueira.
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