segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Rua da Lembrança [6]

Aquela noite estava turva, lembro-me apenas do momento em que o futuro casal percebeu a beleza da lua, crescente! Como o sentimento que em algum momento nascera e que ali crescia, a lua parecia um sorriso, torto e tímido, que escondia as intenções do nosso herói, intenções que eram das melhores possiveis. Que mal há em revelar um sentimento que nunca sentiu?

Tudo girava em torno do casal, passaram em frente a um restaurante, dessas budegas boêmias que se encontram por ai, era torta, sombria, lá dentro uma musica melancolicamente linda tocava:

- É incrível como a vida nos escreve, dentro desse silencio que reinava estão escondidas muitas coisas que é melhor não se dizer. Disse a Sinhá, em sua primeira atuação pública de afeto para com o nosso amigo. Ele redarguiu:

- Que bom que a vida nos proporciona isso, sendo assim, eu não preciso revelar o que eu tenho a revelar, deixarei que a vida te diga isso. Um silencio, que durou os três maiores segundos da vida do nosso romântico, reinou!

- Você deixa tudo muito subentendido, e ja faz tempo que ela revelou isso a mim, meu querido. E eu, não preciso nem te revelar nada também não é?

- A senhora Vida me disse muita coisa também! Abraçaram-se.

Felipe Sousa Cerqueira.

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