Andava por aí, numa rua dessas com a iluminação nem caos, nem olofote. Pensando, em bobagens como paixões do passado que vem à cabeça de repente, as vezes causam tanta vertigem que dá sono. Então o som dos passos se mutiplicam como em um concerto de pés aflitos. Olhou para traz. Nada. "Que coisa tola, me pareci esquizofrênico agora" pensou.
Voltando aos pensamentos, planejou meticulosamente os planos de felicidade com aquela mulher. Ou seria menina. Olhou para traz. Mais uma vez o deserto da rua era o único companheiro. Acabou por escolher entre seus planos, os das lembranças, tinha que analisar o passado, para não cometer os mesmos erros("que coisa clichê", disse um pensamento cortante).
Voltou no dia em que a conheceu, ele era idiota mas, extrovertido e irreverente(isso mudou depois do priemeiro beijo entre eles), então ser tão extrovertido não funcionava mais, por que causava certo desconforto. Olhou para traz, só conseguia ver no muro de uma casa, como um telão as cenas das declarações afoitas e subjetivas, que não deram certo! Voltou a pensar em sua felicidade ultima, que ela trazia de volta, o amor(de que fugia ainda) mas também a certeza do sucesso da relação, só precisava de tempo, e conhece-la mais a fio.
Quantos pensamentos da esquina para casa, e quanta mania de perseguição, esquizofrenia. Mas nunca era nada, talvez só as lembranças confortantes que trouxeram de volta o seu amor(aos poucos). Ou talvez todos sejamos um pouco esquizofrênicos quando se trata de amor e lembranças.
Nunca é um nada. Sempre é tudo.
Felipe Sousa Cerqueira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário