segunda-feira, 5 de julho de 2010

Fruta Madura II (Clímax)

Quando senti aquilo, tive uma ânsia de correr gritando, até que me levassem ao manicômio, só para poder guardar o segredo das flores. Morreria comigo, e ninguém iria saber, que aquela pele borrifava a maior dádiva do mundo. "Fruta madura!", disse comigo mesmo. A vertigem veio de intrusa, concordou em limpar a 'desesperança', e senti mais borrifos, meu Deus, ainda sonho. Sonhei, estive no meu clímax sentimental, então desci, num pulo de herói. Caí! Tapete colorido. Aquilo era mais que um cheiro, ou uma dança, ou um simples clímax sentimental. Era algo que me dizia pra seguir -subir, e cair, até que na ultima queda, trouxesse não só a lembrança, mas a fonte do cheiro. A pele. A fruta madura. ELA.

Felipe Sousa Cerqueira.

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