Nem a conheço, e ja tenho uma grande estima. A primeira(e unica) vez que a vi, parecia uma flor, que desabrochava bem a minha frente, era cautelosa, mas a sua beleza chamava atenção, cabelo preso, quadril largo, cintura fina e busto pequeno. Os cabelos cacheados, um emaranhado de vida, de felicidade, o rosto tinha traços anjelicais, miúdo, olhos cheios de ego, nariz empinado. O seu vestido foi o que me levou a escrever sobre ela, ja vi muitas mulheres bonitas na rua, mas não como aquela, com aquele vestido: era preto, com flores, do tipo amor perfeito, aquilo caia-lhe tão bem, combinava com cada qualidade, e, também, cada defeito oblícuo em seu marcapasso estéril de tristeza, foi aquilo, que mais me chamava atenção, o dom dela ter ao mesmo tempo uma rude e esgoista beleza, e ser como um anjo(vestida de preto) que apareceu ali só para que a visse, e depois desapareceu. Dei-lhe nome: Consuelo!
Felipe Sousa Cerqueira
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