Como duas paredes, paralelas, sem noção do risco, e do piso que separam-nas, estamos- paralelos um ao outro. A parede do meu eu perde a magnitude do chão e dos obstáculos que nos separam, sempre que nossos olhares se cruzam, tendo estado em um repouso alheio a outros.
A parede você(a mais linda de todas) se engana ao tentar perceber qualquer sinal de atenção, mas quando nossos olhares se cruzam, parede à parede, de lhe para te, de mim para tu, de todos os tratamentos que podemos nos relacionar, estamos presos a alguma atenção em comum. Uma atenção igual àquelas paredes, paralelas, unidas pelo vazio piso, e enfeitada pelos móveis da sala.
Felipe Sousa Cerqueira.
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